quinta-feira, novembro 5, 2026
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Geração Nem-Nem Reduz para 22,4%

A proporção de jovens brasileiros com idades entre 18 e 24 anos que não estudam, não trabalham e não estão em treinamento ou formação, conhecidos como “nem-nem”, apresentou uma queda significativa, passando de 26,8% em 2016 para 22,4% em 2024. Essa redução de 4,4% é considerada uma tendência positiva por especialistas. O dado é parte do relatório Panorama da Educação 2026.

O psicólogo e administrador Caio Gracco Lima Ancillotti, que está doutorando em Psicologia, vê a diminuição deste grupo como um avanço. Ele afirma que uma menor parcela de jovens fora do sistema educacional e do mercado de trabalho aumenta a quantidade de indivíduos contribuindo economicamente ou se preparando para tal.

Além das implicações econômicas, a ausência de atividades escolares e profissionais pode impactar negativamente a construção da identidade profissional dos jovens. Segundo Ancillotti, o ambiente de trabalho é crucial para a formação da identidade, pois proporciona experiências de pertencimento e desenvolvimento de metas, os quais são fundamentais para o bem-estar mental.

Felipe Storch, economista-chefe de um instituto de finanças, destaca a importância de investigar o destino dos jovens que não constam mais nas estatísticas. Ele observa que uma ocupação informal, com baixa remuneração e poucas oportunidades de qualificação, pode também afastar os jovens das demais categorias.

Storch complementa que a redução dos “nem-nem” não garante que esses jovens tenham melhores perspectivas de vida. São necessárias medidas para combater a evasão escolar, aprimorar a aprendizagem e expandir a educação profissional, garantindo que as formações atendam às demandas do mercado de trabalho.

A integração entre formação acadêmica e experiência prática é uma estratégia recomendada por Tadeu Penina, CEO de uma instituição educacional. Ele afirma que equilibrar estudos e trabalho desenvolve a responsabilidade e a capacidade de se adaptar em um mercado que valoriza tanto a educação formal quanto as vivências práticas.

A jovem Alicia Ribeiro Botelho, de 20 anos, é um exemplo de como conciliar estudo e trabalho pode ser benéfico. Estudante do terceiro período de Farmácia, ela também trabalha como operadora de call center, acreditando que essa experiência é fundamental para seu futuro na área da saúde. Alicia ressalta que sua rotina a ensina a desenvolver responsabilidade e habilidades de solução de problemas.

Maria Eduarda Alves de Moura, de 22 anos e estudante do sexto período de Enfermagem, também se dedica ao trabalho na mesma função. Ela vê esta experiência como vital para sua independência e preparação para a carreira desejada. Para Maria, o esforço atual é um investimento no que deseja realizar no futuro.

A expressão “nem-nem” se refere a jovens entre 18 e 24 anos que estão fora do sistema educacional e do mercado de trabalho, cuja taxa de participação caiu 4,4% entre 2016 e 2024. Os dados revelam que a taxa de jovens nessa situação diminuiu de 26,8% para 22,4% no período mencionado.

Valendo-se das informações do estudo, a proporção de jovens de 25 a 34 anos sem o ensino médio completo também diminuiu, passando de 35% em 2016 para 26% em 2024.

Além disso, as mulheres no Brasil apresentam 7% mais chances de concluir o ensino médio em comparação aos homens.

Ainda, aproximadamente 20% dos estudantes que ingressam no ensino médio abandonam a educação antes de concluir. Por outro lado, 79% dos novos alunos conseguem terminar essa etapa dentro de até dois anos, em contraste com a média de 85% registrada entre outros países analisados. Após o período regular, apenas 1% continua matriculado, lutando para se formar.

Em 2024, apenas 22% dos adultos brasileiros de 25 a 64 anos possuía diploma de ensino superior completo.

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