terça-feira, outubro 6, 2026
InícioNotíciasVorcaro afirma a Mendonça que ordenou agressões a adversários por estar "nervoso"

Vorcaro afirma a Mendonça que ordenou agressões a adversários por estar “nervoso”

O banqueiro Daniel Vorcaro depôs pela primeira vez ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), abordando as alegações de que liderava uma milícia armada sob a liderança de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário. Durante seu depoimento, Vorcaro justificou suas ordens de agressão e ameaças a adversários dizendo que agiu em um momento de nervosismo e que essas ações não foram efetivadas.

Vorcaro também negou ter realizado crimes financeiros na transação da venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB). Ele explicou que se aproximou de políticos apenas para garantir sua proteção e mencionou uma possível delação relacionada a membros do governo. As declarações foram feitas na semana passada em entrevista à equipe do ministro.

As investigações conduzidas pela Polícia Federal revelaram que Vorcaro estaria à frente de um grupo que contava até com a participação de policiais, os quais teriam ameaçado inimigos e acessado informações sigilosas de instituições de investigação. Em comunicações interceptadas pela PF, Vorcaro sugeriu que o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, sofresse agressões durante um assalto encenado. Em outra conversa, ele falou sobre agredir uma empregada da atriz Monique Alfradique, que supostamente o estaria ameaçando.

Funcionários de um barco pertencente a Vorcaro relataram ter recebido ameaças. O ex-comandante da embarcação e um ex-chef de equipe contaram à PF que foram abordados por indivíduos que se apresentaram como representantes de Vorcaro, os quais foram considerados suspeitos por colegas da marina.

Questionado por seus advogados sobre as alegações de ser o líder de uma “máfia” armada, Vorcaro refutou a acusação, afirmando que nunca ameaçou ninguém. Ele descreveu a situação como uma tragédia e declarou que sua verdadeira natureza era oposta àquela que foi atribuída a ele. O banqueiro manteve que nunca se envolveu em atividades criminais, mencionando que, apesar de ter se mostrado exaltado em algumas mensagens, isso não reflete sua verdadeira índole.

Vorcaro acusou a Polícia Federal de criar uma “narrativa” que o retratasse como uma pessoa violenta, com a intenção de prendê-lo. Ele destacou que entre as centenas de milhares de mensagens analisadas, apenas algumas continham desabafos e que não havia evidências que comprovassem ações agressivas de sua parte.

Além disso, ele reconheceu ter cometido um “erro” ao solicitar a obtenção de informações sigilosas de órgãos públicos, afirmação que fez ao discutir as acusações.

Recentemente, Vorcaro reiterou que não tentou prejudicar ninguém e enfatizou a falta de denúncias contra sua conduta antes do surgimento das investigações. Suas declarações foram feitas em depoimento à equipe de André Mendonça na semana passada. Na quarta-feira, 2, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou uma manifestação ao ministro solicitando o arquivamento do caso, considerando a ausência de provas que sustentem as alegações feitas por Vorcaro.

RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais populares