quinta-feira, outubro 8, 2026
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Polícia de SP investiga mortes em série, mas descarta a possibilidade de um ‘serial killer’

A Polícia Civil de São Paulo está investigando pelo menos nove homicídios com características de execução que ocorreram em um período de 30 dias em diversas áreas da cidade. Esses casos, que incluem detalhes como esquartejamentos e desova de corpos em sacos pretos, foram registrados desde o início de setembro.

Nas mídias sociais, usuários começaram a especular que esses crimes poderiam ser atribuídos a um potencial serial killer, com teorias que ganharam força em plataformas como TikTok e Instagram.

Entretanto, essa teoria foi rejeitada por altos representantes das forças de segurança ouvidos. De acordo com essas autoridades, mesmo com as semelhanças entre os casos, não há conexão evidente entre eles. Um dos inquéritos, que já está mais avançado, sugere que uma das execuções pode ter sido motivada por vingança relacionada a uma suspeita de estupro.

Outro fator relevante é a distribuição geográfica das ocorrências: quatro homicídios aconteceram na zona leste, três na zona sul, e um na zona norte e outro na zona oeste da cidade. Até agora, não houve registros desse tipo na área central.

Enquanto a possibilidade de um serial killer é descartada, a investigação se volta para possíveis ligações dos casos com o denominado “tribunal do crime” do Primeiro Comando da Capital (PCC), que é uma forma de Justiça paralela da facção criminosa.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado, cada crime está sendo investigado de forma individual pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), com inquéritos abertos para todos os casos.

“As equipes do DHPP estão em busca de suspeitos e analisando possíveis motivações em sete casos já com vítimas identificadas. Entre as linhas de investigação estão, em algumas situações, fatores como vingança ou justiçamento”, informa a secretaria.

Ainda de acordo com a pasta, apenas uma vítima permanece sem identificação pelas autoridades, e as investigações continuam para determinar sua identidade, bem como esclarecer a autoria e motivos dos crimes.

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