O ex-governador e senador eleito Renato Casagrande (PSB) tem defendido que atuará como um elo entre o Estado do Espírito Santo e o governo federal assim que assumir seu cargo em Brasília. Sua intenção é facilitar a atração de recursos, resolver demandas pendentes e promover políticas públicas voltadas aos interesses dos capixabas.
Na condição de membro da base do governo Lula e do partido do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Casagrande reafirmou esse compromisso em uma entrevista recente. Ele manifestou seu desejo de ser uma conexão entre o Espírito Santo e o Brasil, visando contribuir para o desenvolvimento do Estado enquanto ajuda o País a encontrar seu caminho. “Serei uma ponte para os que quiserem. Para todos aqueles que desejarem, eu serei uma ponte para ajudar o Espírito Santo”, enfatizou.
Para o governador eleito Lorenzo Pazolini (Republicanos), que foi seu adversário, a relação entre ambos será cautelosa. Casagrande mencionou que a “ponte” estará disponível, mas a iniciativa de utilizá-la deve partir do novo governador. Além disso, ele analisa a recente derrota eleitoral do seu grupo político como um desafio a ser superado.
Sobre a reeleição, Casagrande reconheceu a força do bolsonarismo como um fator decisivo para a vitória de Pazolini sobre o governador Ricardo Ferraço (MDB). Ele admitiu, pela primeira vez, que a campanha de seu aliado no primeiro turno “poderia ter sido melhor”.
Em uma parte da entrevista, Casagrande discutiu os resultados das eleições, afirmando que a principal razão para o resultado de 52% a 48% foi a influência do bolsonarismo no Estado. Ele critica a preferência de alguns eleitores por questões ideológicas em detrimento dos resultados do governo, afirmando que um governo com tantos resultados positivos deveria ter gerado um resultado diferente.
Casagrande também deixou claro que suas bandeiras continuam a ser a reforma do Judiciário, a transparência na utilização de emendas parlamentares e o endurecimento das leis penais. Ele planeja acompanhar a implementação da PEC da Segurança Pública e a Reforma Tributária, além de se dedicará a temas como mudanças climáticas e desigualdade.
Com relação à nova composição do Senado, que é mais conservadora, Casagrande acredita que haverá um aumento dos embates, mas se propõe a ser um senador que busque um ambiente de equilíbrio e harmonia entre os diferentes grupos de senadores. Ele quer usar sua experiência para ajudar a restabelecer a capacidade do Senado de estabilizar as relações institucionais.
Além disso, Casagrande reafirmou seu papel de ponte entre diversas entidades capixabas e o governo federal, enfatizando a importância de um relacionamento colaborativo com o novo governador e demais segmentos da sociedade.

