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PSA: Uma Ferramenta Essencial para a Detecção do Câncer de Próstata

A relutância e o estigma em torno do exame de toque retal têm afastado muitos homens das consultas médicas. Entretanto, essa recusa não deve ser uma barreira para o cuidado com a saúde. Especialistas, especialmente durante a campanha Novembro Azul, destacam a existência de outros métodos eficazes para a detecção precoce do câncer de próstata, como a dosagem do exame de sangue PSA.

O câncer de próstata é, atualmente, o segundo tipo de câncer mais prevalente entre os homens no Brasil. A proposta da campanha é aumentar a conscientização sobre essa condição e eliminar as barreiras culturais que dificultam o diagnóstico e a prevenção.

O urologista Claudio Borges, da Rede Meridional, afirma que o constrangimento não deve ser um obstáculo para que os homens procurem atendimento médico. Segundo ele, o exame de toque retal é apenas um complemento, e a avaliação para a prevenção deve incluir diversos métodos.

Borges ressalta: “O exame principal é a dosagem do PSA no sangue. A recusa do toque retal não deve impedir que os homens realizem os exames de detecção precoce. Identificar o câncer em uma fase inicial resulta em mais de 90% de chances de cura”.

Quanto ao início dos exames, a orientação do especialista é que homens sem sintomas ou histórico familiar devem buscar um urologista a partir dos 50 anos. Já aqueles que são negros ou possuem parentes de primeiro grau, como pai e irmãos, que foram diagnosticados com câncer de próstata, devem começar o acompanhamento a partir dos 45 anos, uma vez que esses grupos têm maior risco de desenvolver a doença.

A idade avançada é um dos fatores mais significativos de risco, com a maioria dos diagnósticos ocorrendo em homens com mais de 55 anos. Além da predisposição genética e étnica, estilos de vida também podem afetar o risco de câncer, sendo que o sedentarismo, a obesidade e uma alimentação rica em gorduras e produtos ultraprocessados estão associados ao aumento da doença.

Nas fases iniciais, o câncer de próstata geralmente não apresenta sintomas, o que pode atrasar o diagnóstico se o homem esperar pelo aparecimento de sinais. Quando aparecem, os sintomas podem incluir dificuldade para urinar, jato urinário fraco ou interrompido, maior frequência urinária à noite, presença de sangue na urina ou no sêmen e, em casos mais severos, dores ósseas.

Claudio Borges adverte que a ausência de sintomas não indica que a pessoa está livre da doença e enfatiza a necessidade de utilizar múltiplas abordagens para a avaliação. “Nenhum exame substitui o outro. A combinação da avaliação clínica, medição do PSA e ressonância magnética da próstata pode aumentar as chances de um diagnóstico precoce”, explicou.

Sobre os tratamentos, as opções variam conforme o estágio da doença e a agressividade do tumor. Entre os tratamentos disponíveis estão a vigilância ativa, indicada quando o tumor apresenta crescimento lento, cirurgia para remoção da próstata, radioterapia e terapia hormonal. A cirurgia pode ser realizada por técnicas convencionais, laparoscópicas ou robóticas, conforme a avaliação médica.

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