A censura de livros tem se intensificado em 2025, especialmente nos Estados Unidos, mas a situação também é alarmante no Reino Unido. Recentemente, foi reportado que diversas obras tiveram sua circulação limitada ou foram removidas das estantes ao longo do último ano. Entre os livros afetados estão “Minha História”, de Michelle Obama, e “Crepúsculo”, de Stephenie Meyer.
Uma pesquisa conduzida pela Index on Censorship em 2024 indicou que mais da metade dos bibliotecários escolares entrevistados recebeu solicitações para retirar livros de suas coleções. Desses, 56% relataram que foram forçados a atender a esses pedidos. A situação, segundo o relatório, se agravou desde a pesquisa. Um exemplo disso foi um caso em que uma bibliotecária viu 200 títulos serem retirados dos acervos após um diretor se sentir incomodado com a obra “Men Who Hate Women”, de Laura Bates.
O levantamento revelou que muitos livros são eliminados a partir de uma única reclamação, dependendo da postura da administração escolar. Um caso emblemático ocorreu em Dorset, onde a queixa de um pai levou à retirada de “The Hate U Give”, de Angie Thomas. O livro só foi reintegrado ao currículo após uma reação negativa dos pais.
Constata-se também uma pressão crescente sobre bibliotecas públicas, especialmente em áreas onde conselhos municipais de partidos de extrema-direita têm restringido exposições ligadas ao Orgulho LGBTQ+. Embora nenhum título tenha sido retirado das bibliotecas, as restrições à promoção dessas obras geraram críticas, pois a comunidade LGBTQ+ argumenta que isso sugere que esses livros devem permanecer ocultos.
