sexta-feira, outubro 9, 2026
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Vencedora do Nobel da Paz não atendeu chamada do comitê; saiba como os laureados são notificados

O presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Jorgen Watne Frydnes, declarou que lamenta não ter conseguido contatar a jurista Navi Pillay para parabenizá-la pelo prêmio Nobel deste ano. Ele pediu que, caso receba uma ligação de um número da Noruega, ela atenda, pois gostaria de conversar com ela assim que possível.

Segundo Frydnes, essa forma de comunicação é utilizada para todos os premiados em diversas categorias. Thomas Perlmann, secretário-geral da Assembleia do Nobel, explicou que não há aviso prévio para os vencedores, o que transforma a ligação em uma “experiência interessante” para o escolhido, especialmente no caso do Nobel de Medicina.

Esse método repentino foi desenvolvido para manter a escolha dos vencedores protegida contra vazamentos e influências externas. Perlmann comentou que esse processo cria um mistério em torno do prêmio e do anúncio.

Em edições anteriores, as ligações foram reveladas por alguns vencedores e pelo próprio comitê logo após o anúncio. No ano passado, por exemplo, María Corina Machado e Frydnes tiveram uma conversa emocionante que foi divulgada.

Além disso, em várias ocasiões, a ligação chegou até os vencedores durante o sono devido a diferenças de fuso horário. Geoffrey Hinton, vencedor do Nobel de Física em 2024, recordou que recebeu a notícia por volta da 1 da manhã enquanto estava hospedado em um hotel simples na Califórnia. Ele compartilhou que, ao ouvir um sotaque sueco do outro lado da linha, teve a impressão de estar sonhando.

Pillay, de origem indiana e sul-africana, é uma ex-juíza do Tribunal Penal Internacional e foi Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos. No momento da premiação, ela participava de uma conferência anual na Alemanha com advogados e juízes de direitos humanos.

Ao receber a notícia, a sala repleta de colegas aplaudiu. Em tom de brincadeira, ela comentou: “Espero que não seja uma piada” e ainda fez uma piada sobre o apoio que havia recebido, mencionando que, se continuassem aplaudindo, poderia acabar dividindo o prêmio com Donald Trump.

A jurista também refletiu sobre algumas mensagens de apoio recebidas em relação a um relatório sobre genocídio em Gaza, destacando que a coragem necessária para falar a verdade não deveria ser uma qualidade admirável, pois, segundo ela, a verdade pode ser interpretada apenas de forma imparcial, analisando os fatos e a lei.

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