terça-feira, outubro 6, 2026
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Tiba Camargos solicita apoio para a administração de polilaminina durante procedimento cirúrgico

O influenciador católico Tiba Camargos, tetraplégico desde fevereiro de 2025, após sofrer um acidente enquanto tentava salvar seu filho de um afogamento, divulgou um vídeo em seu Instagram solicitando apoio para receber polilaminina em uma cirurgia programada. Este composto, originado no Brasil, está em fase de testes visando auxiliar na recuperação de pacientes com graves lesões na medula espinhal.

No vídeo, Tiba, acompanhado da esposa Andréa (Déia) Camargos, relembra o trágico evento que resultou em sua condição atual e discute os resultados iniciais das pesquisas sobre a polilaminina. O casal critica os critérios da Anvisa para a inclusão no tratamento experimental, que exige a administração da substância em um período de apenas 72 horas após a lesão, enquanto a autorização para uso pode levar até 48 horas. Com a espera pela liberação da substância, Tiba já não se enquadra nesse prazo, considerando que “meu corpo cruzou a fronteira invisível: deixei de ser um paciente agudo para ser um paciente crônico”. Ele menciona o caso de Bruno Drummond, que conseguiu retomar a marcha após receber a polilaminina, mesmo não atendendo aos critérios devido à natureza cervical de sua lesão.

O casal também recorda a possibilidade do “uso compassivo”, uma diretriz da Anvisa que permite a utilização de medicamentos experimentais por pacientes fora dos requisitos das pesquisas clínicas. Essa abordagem é semelhante à que o influenciador Lito Sousa e sua esposa buscam para tratar a doença de Creutzfeldt-Jakob, com a qual ele foi diagnosticado recentemente. Déia destaca que 75% dos pacientes que recebem essa permissão avançaram ao menos dois graus na escala que quantifica a gravidade das lesões. “Dois graus na escala podem ser a diferença entre nunca mais se mexer e voltar a sentir a mão de um filho (…) Para quem não move nada, qualquer movimento é uma vida inteira”, afirma Tiba. Contudo, as tentativas legais para obter a autorização para o uso compassivo da polilaminina em seu caso não tiveram sucesso.

Recentemente, Tiba revelou o surgimento de dois cistos na área da lesão, que exigirão cirurgia. A remoção desses cistos representa uma nova lesão, fazendo de Tiba novamente um paciente agudo, o que abre a possibilidade de aplicação da polilaminina durante a cirurgia. “A médica vai estar exposta. A polilaminina poderia ser administrada no mesmo ato cirúrgico, com supervisão adequada. No entanto, a autorização deve ser garantida antes de ele entrar na sala de cirurgia”, diz Déia. Tiba enfatiza que não se trata de uma manobra para se ajustar às normas, pois a cirurgia já está agendada. “A única pergunta é se, nesse momento, a esperança estará na sala ou aguardando do lado de fora um documento”.

Ao final, o casal conclama os usuários das redes sociais a compartilharem o vídeo e a marcarem a Anvisa nos comentários. “Este vídeo não é apenas uma questão pessoal, mas se refere às 200 famílias que também foram excluídas”, ressalta Tiba, referindo-se àqueles que buscam a autorização para o uso compassivo da polilaminina. “Eu pulei naquele rio sem hesitar para salvar meu filho, e só peço que o Brasil não hesite ao salvar os seus. E, se Deus quiser, um dia ainda poderei abraçar meus filhos novamente”, finaliza.

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