quarta-feira, setembro 23, 2026
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Será que a Cidadania Brasileira pode isentar Estrangeiros do Novo Limite no Brasileirão? Conheça os Requisitos

Jair Ventura, técnico do Vitória, ressaltou em recente declaração que a crença de que o passaporte de um treinador possa determinar sua competência é uma visão equivocada. Ele se referiu à crescente presença de profissionais estrangeiros no Campeonato Brasileiro, onde, até 2026, há um total de 159 atletas estrangeiros registrados. No entanto, existe um grupo de oito jogadores que não é contabilizado: aqueles que possuem dupla nacionalidade. Esses atletas não contarão para o novo limite imposto pelo regulamento a partir de 2027, que restringe a quantidade de jogadores estrangeiros que podem ser relacionados em cada partida.

Para que tais jogadores não sejam considerados como estrangeiros, três situações são possíveis: ter nascido no Brasil, possuir laços familiares nacionais ou ter dupla nacionalidade. O argentino Walter Kannemann, por exemplo, obteve sua cidadania brasileira em março, após um processo que durou dois anos. Ele chegou ao Grêmio em 2016 e poderia solicitar a cidadania já a partir de 2020. Outro atleta que passa por um procedimento semelhante é o goleiro Agustín Rossi, que atua pelo Flamengo.

Kannemann, contratado em 2023, deu entrada no pedido de naturalização em outubro de 2025, com contrato até dezembro de 2027. Sua conexão familiar com o Sul do Brasil pode facilitar esse processo, tornando desnecessário o cumprimento do prazo de residência.

Para obter a naturalização brasileira, é necessário residir no país por pelo menos quatro anos, embora esse tempo possa ser reduzido para um ano no caso de refugiados ou imigrantes casados com brasileiros. Além disso, o requerente deve ter habilidades em português e não pode ter condenações penais ou deve demonstrar reabilitação.

Entre os jogadores da Série A que podem buscar a cidadania brasileira, destacam-se nomes como Alan Franco (Atlético-MG), Michel Araújo e Acevedo (Bahia), Arrascaeta, Agustín Rossi, Guillermo Varela e Erick Pulgar (Flamengo), entre outros. Abel Ferreira, que já manifestou desejo de obter o passaporte brasileiro, atende a todos os requisitos necessários.

Desde 2002, o Mercosul possui um acordo que permite a atuação de estrangeiros nos países membros, desde que respeitados certos requisitos de residência, embora isso não substitua a cidadania. Um jogador que se torna cidadão brasileiro recebe direitos civis e políticos, incluindo a possibilidade de votar e ser eleito, exceto para cargos reservados apenas à nacionalidade originária.

Recentemente, a FIFA alterou as regras sobre naturalização, que se diferencia da cidadania. Jogadores como Gustavo Gómez, Flaco López e Joaquín Piquerez, todos do Palmeiras, conseguem solicitar a dupla nacionalidade. Por outro lado, Arrascaeta, Varela e Pulgar (Flamengo) se encontram na mesma posição. Caso Rossi obtenha a cidadania, poderia atuar pela seleção brasileira, desde que cumpra os requisitos necessários.

Para representar um país diferente ao que se possui cidadania, um jogador precisa atender a um dos três critérios fundamentais: ter nascido no território do país, ter um dos pais ou avós nascido lá, ou residir no país por cinco anos contínuos após completar 18 anos. A FIFA também estabeleceu que um jogador pode representar diferentes seleções, desde que tenha registro duplo até os 21 anos.

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