quinta-feira, outubro 22, 2026
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Senado exclui publicação sobre a prova de vida do INSS e a votação do segundo turno

A menos de uma semana para o segundo turno das eleições, uma publicação do Senado Federal a respeito da prova de vida do INSS foi removida. O comunicado indicava que beneficiários que participaram do primeiro turno não precisariam retornar às urnas, pois poderiam usar essa participação como prova para o INSS.

O conteúdo da postagem esclarecia que o comparecimento às eleições poderia ser utilizado como comprovação, mas destacava que não era obrigatório votar em ambos os turnos. Essa informação gerou interpretações de que poderia haver uma desmotivação para a participação de idosos na segunda etapa da votação.

Para eleitores acima de 70 anos, o voto é facultativo, e essa faixa etária apresentou a maior taxa de abstenção no primeiro turno, com 49,1% dos inscritos não comparecendo, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral. Em 2022, a abstenção entre esse grupo foi de 58,8%, o que representa uma redução de 9,7 pontos percentuais, mas ainda é o percentual mais alto entre as diversas faixas etárias.

Em 2026, aproximadamente 17,2 milhões de eleitores com mais de 70 anos estarão habilitados a votar, em comparação aos 14,9 milhões de 2022. Esse aumento do eleitorado ocorre em um contexto onde a participação nas eleições pode ser utilizada para a prova de vida exigida pelo INSS.

O TSE confirmou, em setembro, que o INSS poderá acessar os dados de comparecimento para validar a vida do beneficiário, tornando desnecessário o deslocamento a uma agência bancária ou previdenciária. Isso também se aplica aos que não votaram no primeiro turno, mas comparecerem no segundo.

O Senado não se manifestou quando foi contatado sobre a questão até o fechamento deste relatório.

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