quarta-feira, outubro 14, 2026
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Quando uma íngua persistente se torna uma preocupação

O cantor Netinho faleceu aos 60 anos em Salvador, Bahia, em decorrência de complicações de um linfoma não Hodgkin, conforme anunciado nesta terça-feira (13). Sua situação ressalta a complexidade dessa doença, que pode se manifestar de maneiras variadas e nem sempre apresenta sintomas claros no início.

O cantor lutava contra um linfoma não Hodgkin do tipo B, que levou à falência renal e disfunção múltipla de órgãos, conforme informações da sua assessoria. Há tipos de câncer desse tipo que são mais agressivos, mas há também aqueles que progridem de forma lenta e podem não necessitar de tratamento imediato. A correta identificação do subtipo é crucial para determinar a abordagem médica e as possibilidades de tratamento.

A médica hematologista explica que o linfoma não Hodgkin abrange um conjunto de cânceres hematológicos com diversas características. É importante notar que o tratamento e a evolução dessa doença podem variar muito de um paciente para outro.

No que diz respeito aos sintomas, um dos principais sinais de alerta é o aumento gradual dos gânglios linfáticos, que podem ser notados em locais como pescoço, axilas e virilha. É fundamental investigar nódulos que crescem sem recuar, especialmente se não houver uma infecção evidente como causa.

Entre outros possíveis sinais, a doença pode se manifestar ainda por febre persistente ao fim do dia, perda de peso inexplicável, fadiga excessiva, entre outros. Esses sintomas, no entanto, não são exclusivos do linfoma e podem ocorrer em diversas outras condições.

A diferenciação entre uma íngua comum e um sinal de alerta está na evolução do nódulo. Ganhos de gânglios que decrescem com o tratamento de infecções são normais, enquanto nódulos persistentes ou em crescimento devem ser investigados. É aconselhável consultar um médico quando houver sintomas que não melhoram ao longo do tempo.

Não há medidas específicas de prevenção para o linfoma não Hodgkin, uma vez que a maioria dos casos não possui uma causa definida. No entanto, manter hábitos saudáveis, como uma dieta equilibrada, não fumar, praticar exercícios físicos e realizar check-ups regulares, pode ajudar a preservar a saúde geral.

A cura e o controle do linfoma dependem do subtipo e da gravidade da condição do paciente. Muitos linfomas agressivos respondem bem aos tratamentos, e em muitos casos as taxas de cura superam 60%. É importante ressaltar que o prognóstico pode variar amplamente entre os indivíduos devido às particularidades da doença.

O tratamento é adaptado ao subtipo de linfoma e pode incluir quimioterapia, muitas vezes combinada com imunoterapia, além de radioterapia conforme a necessidade. Em recaídas, o transplante de medula óssea pode ser considerado, e novas terapias, como a terapia celular com células CAR-T, mostram-se promissoras.

Embora o câncer linfático seja mais frequente em pessoas acima dos 50 ou 60 anos, pode afetar indivíduos de todas as idades, incluindo crianças. O diagnóstico precoce é essencial e, embora a prevenção completa não seja possível, a identificação e tratamento adequados aumentam as chances de resultados favoráveis para os pacientes.

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