quarta-feira, setembro 23, 2026
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Qual é o limite de jogadores estrangeiros nas principais ligas da Europa?

Jair Ventura, treinador do Vitória, questionou a ideia de que um técnico é superior a outro com base em seu passaporte. Ele destacou a presença crescente de profissionais estrangeiros no futebol brasileiro e defendeu que a competência de um treinador não deve ser medida por sua nacionalidade.

Recentemente, os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram um plano que prevê a diminuição gradual do número de jogadores estrangeiros permitidos por partida, reduzindo de nove para cinco até 2030. Essa iniciativa busca abrir espaço para atletas formados nas categorias de base. A decisão contrasta com ligas europeias como a Premier League, que não impõe limitações à presença de estrangeiros, mas promove a formação de jogadores locais.

A CBF sustentou que a medida é uma resposta à baixa inserção de jogadores jovens com menos de 23 anos e à diminuição da intensidade de jogo no Brasil, considerando que o futebol nacional tem visto um aumento na quantidade de atletas não nativos.

Atualmente, a legislação brasileira permite que os times tenham nove jogadores não brasileiros em suas convocações durante as competições da CBF. A partir de 2030, essa contagem será restringida a cinco. No passado, a quantidade de estrangeiros permitidos nos times brasileiros passou por diversas mudanças. De 2013 até 2022, o limite foi de cinco, posteriormente aumentado para sete em 2023, e estabilizou em nove em 2024.

Ligas como a Premier League, considerada a principal do mundo, não impõem restrições ao número de estrangeiros, mas exigem que os clubes inscrevam um mínimo de jogadores formados localmente. Cada equipe pode registrar até 17 atletas não nativos, enquanto os demais devem ser “homegrowns”, ou seja, formados em clubes britânicos.

A La Liga espanhola adota regras mais rigorosas, limitando o número de jogadores extracomunitários a três por clube, embora atletas de países envolvidos no Acordo de Cotonu não sejam considerados nesse limite. Ligas como a Bundesliga na Alemanha não estabelecem limites para estrangeiros, mas requerem um número mínimo de jogadores de nacionalidade alemã em suas inscrições. Na Série A da Itália, não há restrição, mas os clubes só podem inscrever um máximo de dois novos jogadores extracomunitários por temporada.

Na França, a Ligue 1 limita a quatro o número de jogadoras extracomunitários no elenco e, mesmo assim, muitos atletas africanos não ocupam essas vagas devido a isenções.

A CBF justifica essa nova política citando que a média de idade dos jogadores no Brasil é de 28,5 anos e que apenas 13,8% dos minutos jogados na Série A são disputados por atletas com menos de 23 anos. Esses números são inferiores quando comparados a outras ligas europeias, como a França (38%) e a Inglaterra (32%).

Os dados apresentados pela CBF visam evidenciar uma necessidade de renovação no perfil dos jogadores, destacando a crescente concentração de atletas estrangeiros, que afeta a inserção de jovens talentos no futebol brasileiro.

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