sexta-feira, outubro 30, 2026
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Quais alimentos ajudam a proteger o cérebro?

No Dia Mundial do AVC, comemorado nesta semana, especialistas destacam a importância da alimentação na prevenção desse tipo de evento. Além de consultas médicas regulares e da prática de exercícios físicos, o que se consome diariamente pode impactar fatores de risco relacionados ao acidente vascular cerebral.

O controle da pressão arterial, a atividade física regular e o acompanhamento médico são amplamente reconhecidos como medidas de prevenção. Entretanto, a dieta tem um papel fundamental, uma vez que influencia a hipertensão, o colesterol elevado, o diabetes e a obesidade.

A dieta mediterrânea é um dos padrões alimentares que têm sido amplamente estudados devido aos seus benefícios cardiovasculares. Esse tipo de dieta prioriza o consumo de alimentos frescos, como frutas, verduras e oleaginosas, enquanto reduz a ingestão de produtos ultraprocessados.

Conforme a nutricionista Giselli Prucoli, os alimentos característicos da dieta mediterrânea contêm nutrientes que promovem a saúde vascular. Ela explica que essa dieta é rica em fibras, antioxidantes e gorduras insaturadas. As fibras, por exemplo, ajudam a regular o colesterol e a glicemia, enquanto as gorduras saudáveis são benéficas para o sistema cardiovascular. Os antioxidantes, por sua vez, são essenciais para combater o estresse oxidativo, que está associado ao desenvolvimento de várias doenças crônicas.

Embora o AVC ocorra no cérebro, está intimamente relacionado a fatores de risco cardiovascular. Um acidente vascular pode acontecer quando há obstrução em um vaso sanguíneo que irriga uma área do cérebro, causando AVC isquêmico, ou quando ocorre o rompimento de um vaso sanguíneo.

O neurologista Victor Saadeh ressalta que a manutenção da saúde dos vasos sanguíneos é vital para diminuir o risco de AVC. O cérebro requer uma circulação sanguínea eficaz para receber oxigênio e nutrientes. Condições como hipertensão e aterosclerose podem comprometer essa circulação e aumentar as chances de um AVC, e uma alimentação equilibrada pode ajudar a controlar esses fatores de risco.

Giselli Prucoli observa que, embora a dieta mediterrânea não possa garantir a prevenção do AVC, há estudos que relacionam os alimentos dessa dieta a melhores indicadores de saúde cardiovascular, além de redução dos riscos de problemas vasculares.

Ela enfatiza que seguir esse padrão alimentar não significa ter que consumir produtos caros ou importados. Muitos alimentos comuns na dieta brasileira podem ser aliementos saudáveis, como feijão, frutas, verduras, legumes, peixes, castanhas e cereais integrais.

Algumas recomendações frequentemente dadas pelos especialistas incluem: priorizar alimentos in natura e minimamente processados, reduzir a ingestão de produtos ultraprocessados, e diversificar as fontes de fibras, antioxidantes e gorduras saudáveis. Exemplos de alimentos que podem ajudar na proteção cerebral incluem azeite de oliva, peixes ricos em ômega-3, frutas vermelhas e roxas, vegetais verde-escuros, castanhas e nozes, leguminosas como o feijão, e cereais integrais.

Por fim, os especialistas alertam que qualquer mudança na dieta deve ser feita com orientação de um profissional. Embora a dieta mediterrânea tenha sido associada a benefícios cardiovasculares, as necessidades nutricionais são individuais. Portanto, é recomendável procurar acompanhamento nutricional antes de implementar alterações significativas na alimentação.

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