sexta-feira, outubro 16, 2026
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O que revela o laudo de verdade? “Ser condenada por…”

Um laudo da Polícia Técnico-Científica de São Paulo revelou detalhes sobre as joias e relógios apreendidos de Deolane Bezerra, trazendo à tona discussões acerca do estilo de vida luxuoso que a influenciadora e advogada demonstrava em suas redes sociais. O documento apresenta as características de cada peça, mas, conforme a análise realizada, não há afirmações sobre a autenticidade das joias.

A divulgação das informações ocorreu na quinta-feira (15) por meio de um repórter.

O laudo traz informações sobre as peças examinadas, incluindo:

– Um relógio similar a modelos da Cartier (55,19 g): com pedras incolores compatíveis a diamantes e metal que sugere ser ouro 18 quilates.
– Um piercing (0,52 g): com pedras que correspondem a zircônia cúbica e metal predominantemente composto por liga de titânio, que está aquém do padrão das joias finas.
– Um anel (6,87 g): apresentando pedras incolores compatíveis a diamantes, uma pedra azul compatível com turmalina Paraíba e ouro 18 quilates.
– Outro relógio: que possui aparência semelhante ao Audemars Piguet Royal Oak Chronograph, embora a semelhança não indique autenticidade.

Essas peças foram guardadas pela Caixa Econômica Federal antes da perícia, sendo enviadas em embalagem lacrada aos peritos, que depois devolveram os itens à entidade que requisitou a análise.

Entretanto, o laudo também deixa em aberto muitos aspectos. Materiais que se desviam do que é tradicional na joalheria de luxo não necessariamente implicam que uma peça seja falsa ou que tenha sido apresentada de maneira enganosa. Por exemplo, o ouro 18 quilates contém 75% de ouro puro, e as pedras descritas como “compatíveis” necessitam de testes adicionais para uma confirmação rigorosa.

Além disso, um relatório preliminar extenso, com 85 páginas e 59 itens, incluindo 19 relógios e 39 acessórios como braceletes, cordões e anéis, foi descrito. Essa versão sugere que muitas das peças poderiam conter ouro de 14 ou 16 quilates, e a origem de várias seria incerta, com os resultados sendo considerados iniciais.

Deolane permanece sob custódia desde 21 de maio, fazendo parte da Operação Vérnix, que investiga supostas atividades de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Sua defesa nega as alegações e afirma que os rendimentos obtidos provêm de sua atuação como advogada. Em uma investigação anterior de 2022 sobre a promoção de uma plataforma de apostas, a delegada responsável declarou em um podcast que as joias e relógios apreendidos eram falsificados. Na época, Deolane acusou a delegada de perseguição, e o caso foi arquivado em 2024.

Não há informações disponíveis sobre a posição da defesa em relação ao laudo apresentado.

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