Um dos opositores de Marcelo Teixeira, Maurício Maruca, tem planos de estabelecer uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) que pertença completamente ao Santos. Ele defende que, inicialmente, o clube deve se tornar o proprietário da SAF e, em seguida, buscar investidores para potencializar o projeto.
Em meio a essas movimentações, o Ministério Público de São Paulo notificou o Santos sobre a compra de um terreno para um novo centro de treinamento em São Vicente. O espaço, com 700 mil metros quadrados, foi adquirido por R$ 6,9 milhões e inclui uma Área de Proteção Permanente (APP). Um estudo de impacto ambiental sobre a área deve ser finalizado em 2027. O prefeito da cidade, Kayo Amado, se mostrou confiante na liberação do terreno, assegurando que as áreas de preservação serão respeitadas. Antes da venda, a Saint-Gobain, antiga proprietária do local, já havia regularizado suas pendências fiscais.
Na última sexta-feira, o Santos anunciou oficialmente a aquisição do terreno, que será pago integralmente com ativos comerciais e de publicidade. Após a notificação do Ministério Público, o clube e as partes envolvidas têm um prazo de dez dias para prestar esclarecimentos.
Localizado na Área Continental de São Vicente, o terreno possui partes que integram uma APP, onde intervenções são proibidas por legislação. O espaço, que se localiza ao longo da Avenida Vereadora Angelina Pretti da Silva, passará por um estudo de impacto ambiental, com resultados previstos para abril de 2027. Após essa etapa, o clube precisará solicitar o licenciamento ambiental à CETESB para saber quais áreas poderão ser utilizadas na construção do novo CT, que ainda depende de aprovação.
O prefeito Kayo Amado acredita que não haverá obstáculos para a utilização do espaço pelo Santos, pois, embora uma parte da área seja de preservação permanente, o clube já tem planos que não a incluem. Amado também ressaltou que a questão das dívidas da Saint-Gobain com a Prefeitura foi resolvida antes mesmo de iniciar as negociações com o Santos.
