sábado, outubro 10, 2026
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Menino do ES perde os movimentos e família procura diagnóstico

Fredesson André Gonçalves: Uma Busca por Diagnóstico e Tratamento

Uma situação angustiante se desenrolou na vida da família de Fredesson André Gonçalves, um garoto de 9 anos que, desde maio deste ano, apresenta sintomas neurológicos progressivos. O menino, previamente saudável e ativo, passou a ter dificuldades com a fala, a locomoção e a deglutição, além de episódios de problemas respiratórios.

A mãe de Fredesson, Polliana André, relatou que os primeiros sinais foram sutis, porém a rápida evolução do quadro indicou que o problema não era temporário. Desde então, a família tem enfrentado um verdadeiro desafio, passando por internações e uma série de exames, mas ainda sem alcançar um diagnóstico claro.

Polliana descreve a dramática transformação do filho: “Ele era uma criança que andava, falava e fazia tudo normalmente, mas agora apresenta dificuldades para movimentar os olhos, alterações na fala, paralisia facial, perda de força em braços e pernas, além de dificuldades para caminhar.”

Os sintomas de Fredesson não se restringem apenas à fala e aos movimentos oculares; ele também apresenta fraqueza em todos os membros, perda do controle do tronco e problemas respiratórios. Actividades cotidianas tornaram-se desafiadoras, como beber água, por conta do risco de engasgo. Durante o processo de investigação, Fredesson passou aproximadamente 30 dias internado em hospitais localizados nas cidades de Cachoeiro de Itapemirim e Vitória, realizando diversos exames que visam descobrir a origem dos sintomas.

“É muito doloroso para nós, como família, ver uma criança tão ativa precisar de ajuda para coisas básicas”, desabafou Polliana.

O garoto já foi submetido a vários procedimentos diagnósticos, incluindo ressonâncias magnéticas, exames laboratoriais e investigações neurológicas, que, em algumas ocasiões, apontaram a possibilidade de um processo inflamatório ou encefalítico. Entre as condições inicialmente consideradas estavam a encefalite autoimune e uma variante da síndrome de Guillain-Barré.

Fredesson recebeu tratamento com corticoides, imunoglobulina e plasmaférese, mas, segundo sua mãe, não houve a melhora esperada. Assim, diante do agravamento dos sintomas e da falta de respostas definitivas, os médicos começaram a investigar causas genéticas, metabólicas e mitocondriais.

Atualmente, a família ainda aguarda um diagnóstico que possa esclarecer o estado clínico do menino. “Essa talvez seja uma das partes mais difíceis de toda essa história. Temos hipóteses médicas e algumas doenças já foram investigadas, mas ainda não temos uma explicação clara para o que está acontecendo com Fredesson”, lamentou Polliana.

Na quarta-feira, a situação teve um novo desenvolvimento: Fredesson foi transferido para o Hospital Santa Rita, uma mudança considerada crucial para os passos futuros da investigação. A equipe deste hospital já está familiarizada com o caso, proporcionando maior segurança à família neste momento desafiador.

O foco agora é continuar a pesquisa diagnóstica e o tratamento avançado, com acompanhamento médico especializado, principalmente nas áreas de pediatria e neuropediatria. Fredesson também requer fisioterapia respiratória e motora, além de acompanhamento fonoaudiológico, devido às suas dificuldades em engolir.

A família permanece esperançosa de que encontrarão as respostas e o tratamento apropriado para o menino. Para aumentar a visibilidade do caso, Polliana tem compartilhado a história de Fredesson na esperança de que mais profissionais possam oferecer novas análises e contribuir para o diagnóstico.

“Queremos encontrar médicos e especialistas que possam olhar o caso do Fredesson sob novas perspectivas e nos ajudar a descobrir o diagnóstico e o tratamento adequado”, enfatizou.

Além disso, a família tem recebido apoio financeiro para cobrir os custos de exames, tratamentos e deslocamentos. Polliana expressou sua gratidão aos que já ajudaram e reiterou o pedido para que mais pessoas compartilhem a história do garoto.

“Acima de tudo, queremos dar ao nosso filho a chance de retomar uma vida normal”, concluiu a mãe. A família também criou uma chave PIX para quem desejar ajudar: 20011851708 (Fredesson André Gonçalves).

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