A Justiça em Rondônia decretou a prisão preventiva do dentista Jean José Dunga de Oliveira, de 41 anos, que é acusado de transmitir o HIV intencionalmente a mulheres com quem mantinha relações. Ele já havia sido sentenciado a cinco anos de reclusão por infectar uma mulher e estava cumprindo pena em regime semiaberto.
Essa nova decisão é resultado de uma ação penal que envolve mais três vítimas. A Justiça mencionou que há risco de que Jean forme novos laços afetivos ou sexuais, o que poderia levar à repetição das condutas questionadas nos processos anteriores.
Atualmente, Jean se encontra na Colônia Agrícola Penal Ênio dos Santos Pinheiro. Com a nova determinação, a juíza ordenou sua transferência imediata para uma unidade penitenciária destinada a presos provisórios.
Na ação que motivou a nova detenção, Jean é acusado de dois crimes de estupro e lesões corporais gravíssimas, sob a aplicação da Lei Maria da Penha. As acusações incluem a exposição de suas parceiras ao HIV através da ocultação de sua condição sorológica, além da prática de violência sexual em casos específicos.
O processo envolvendo as novas vítimas ainda está em andamento no sistema judicial de Rondônia, e as alegações serão analisadas nos próximos passos processuais.
O HIV, ou vírus da imunodeficiência humana, ataca o sistema imunológico e, sem tratamento, pode evoluir para a Aids. A transmissão do vírus ocorre principalmente por meio do contato com sangue, sêmen, fluidos vaginais e leite materno de uma pessoa infectada. Os principais meios de transmissão incluem relações sexuais desprotegidas, o compartilhamento de agulhas, e a transmissão da mãe para o filho durante a gestação, parto ou amamentação, além de transfusões de sangue contaminado, que são raras devido ao rigoroso controle desse procedimento.
Importante salientar que o HIV não se transmite por meio de contato casual, como abraços, beijos, apertos de mão, ou pelo compartilhamento de utensílios e ambientes, como piscinas e banheiros.


