sexta-feira, outubro 16, 2026
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Infantino pede desculpas, mas enfrenta cobranças de conselheiros em reunião da FIFA

Ex-diretor da Fifa, Véron Mosengo-Omba, acusou entidades como Uefa, Concacaf e AFC de uma “agenda oculta” contra a organização. Em uma entrevista, ele expressou apoio a Gianni Infantino, atual presidente da Fifa, e defendeu sua gestão.

Na reunião do Conselho da Fifa em Zurique, na quinta-feira, 15, Infantino teve de se desculpar pelo controverso plano de comercializar participações na Copa do Mundo e pelo programa Fifa Forward Enterprise (FFE). Mesmo após essas desculpas, o presidente foi alvo de críticas, sendo questionado sobre sua capacidade de liderança.

Durante as três horas e meia de discussões, a pressão de dirigentes de várias partes do mundo, incluindo Europa e Ásia, sobre a continuidade de Infantino no cargo, se intensificou. Ao final, ele optou por não dar entrevistas e divulgou um comunicado.

Em sua gravação, Infantino reconheceu erros de comunicação relacionados ao FFE e enfatizou que sua proposta tinha a intenção de aumentar os investimentos da Fifa nas associações membro, sem substituir o apoio já existente.

Além disso, o presidente tem percorrido o mundo buscando apoio, especialmente no continente africano, onde encontra maior respaldo. Após retirar a proposta polêmica, ele se desculpou diante dos membros do Comitê Executivo e ressaltou a necessidade de focar no futuro e nas soluções positivas que o futebol pode oferecer.

O encontro em Zurique tinha como objetivo discutir a concessão de cerca de R$ 125,6 milhões a todas as associações, valor que segue uma ampliação de seleções na Copa do Mundo. A proposta de destinar US$ 6 bilhões para o desenvolvimento do futebol entre 2027 e 2030 foi recebida com ceticismo por dirigentes europeus, que expressaram insatisfação pela falta de respostas concretas.

Debbie Hewitt, presidente da Federação Inglesa de Futebol e vice na Fifa, destacou a necessidade de obter documentos relacionados ao FFE, os quais não foram fornecidos, permitindo que dúvidas sobre a gestão de Infantino persistam.

A disparidade entre a pressão dos dirigentes europeus e o apoio contínuo das federações africanas é notória. Ahmed Yahya, membro do Conselho da Fifa, reforçou que Infantino está promovendo o futebol globalmente, defendendo que quaisquer reformas na Fifa devem englobar todos os níveis da organização.

Infantino declarou estar aberto a mudanças que aperfeiçoem a gestão do futebol, assegurando que responderá a todos os questionamentos em momento oportuno. Ele reiterou que os recursos da Fifa pertencem a suas 211 Associações-Membros e que o aumento dos investimentos se alinha ao compromisso da Fifa em apoiar o desenvolvimento do esporte globalmente.

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