A TV Globo decidiu cancelar o debate presidencial previsto para esta noite devido a recentes deliberações judiciais que impactaram as regras previamente estabelecidas. A emissora expressou sua insatisfação com as intervenções que alteraram a dinâmica do evento.
Duas decisões foram proferidas na mesma noite: a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, proibiu a exibição do púlpito vazio que seria destinado ao candidato Lula, que havia desistido de participar. Em seguida, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, condicionou a participação do candidato Renan Santos, representando o partido Missão.
Em decorrência das mudanças nas diretrizes, Flávio Bolsonaro, candidato do PL, também optou por não comparecer ao debate, alegando censura e alteração das regras.
A Globo emitiu uma nota ressaltando que “recebeu há pouco duas notificações relacionadas à realização do debate presidencial programado para esta noite, que interferem nas regras previamente acordadas, e decidiu pelo cancelamento”.
A emissora enfatizou que as continuadas intervenções judiciais antes do debate criaram um ambiente de insegurança jurídica e representam uma intromissão indevida na liberdade de organização de debates por parte dos meios de comunicação.
Na íntegra da nota, a Globo ressaltou a importância da liberdade da imprensa na promoção da democracia e na discussão de propostas e projetos, mas concluiu que a situação instável justifica o cancelamento da transmissão. Em lugar do debate, será exibido um novo episódio da novela “Quem Ama Cuida”.


