quarta-feira, outubro 7, 2026
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Funcionária tem receio de retornar ao trabalho após incidente de agressão em Vitória

Uma funcionária de uma loja de conveniência localizada na Avenida Maruípe, em Vitória, relatou que foi atacada por um cliente que se apresentou como policial penal durante uma discussão sobre pagamento. O incidente ocorreu na noite do último domingo (13).

O agressor foi detido e autuado em flagrante por injúria e vias de fato. A funcionária expressou seu temor de retornar ao trabalho após a experiência.

De acordo com seu relato, a loja estava enfrentando problemas técnicos, o que inviabilizou pagamentos via Pix ou cartão. O cliente tentou pagar uma compra com uma nota de R$ 100, mas a funcionária informou que não havia troco suficiente, já que o caixa tinha apenas R$ 80.

Durante a discussão, a vítima afirmou que o homem insistia que ela não queria receber o pagamento. Ela tentou resolver a situação permitindo que o cliente saísse sem pagar. A mulher que o acompanhava ofereceu-se para trocar o dinheiro com um frentista, mas ele não permitiu a saída dela, gerando mais tensão. A funcionária descreveu que ele gritou e a xingou, enquanto a acompanhante permanecia sentada, obedecendo às ordens dele.

Após alguns minutos de desentendimento, a funcionária saiu do balcão para devolver o cartão e o dinheiro à mulher. O cliente, então, segurou seu braço e a empurrou contra um freezer, causando dor na vítima. Na tentativa de se soltar, ela caiu próxima a uma lixeira. Finalmente, conseguiu sair da loja e pedir ajuda a um frentista e a motoboys que estavam nas proximidades.

A Guarda Municipal de Vitória foi chamada ao local e os agentes encontraram o homem armado e apresentando sinais de embriaguez. Ele foi desarmado para garantir a segurança do ambiente e, posteriormente, tanto ele quanto a funcionária foram levados à delegacia.

O homem foi preso e autuado por injúria e vias de fato. A funcionária manifestou temores de possíveis retaliações, uma vez que reside nas proximidades do local do ocorrido e acreditava que o agressor também morava na região. Ela relatou que ele disse que não haveria consequências para suas ações por ser policial penal.

Dois dias após o incidente, a funcionária procurou atendimento psicológico, pois não conseguia retomar suas atividades normais. Ela ainda não recebeu contato da gerência ou dos proprietários da loja. A vítima revelou que estava acompanhada pelo marido ao ir ao trabalho, mas se sentia incapaz de cumplir seu turno.

A reportagem buscou esclarecimentos com a Polícia Penal, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.

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