A indústria no Espírito Santo apresentou o maior crescimento do Brasil em julho de 2026, com uma impressionante alta de 12,8% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Em contraste, a produção industrial nacional registrou uma queda de 0,5%, afetando 11 dos 18 estados analisados.
Os dados revelados pela Pesquisa Industrial Mensal foram analisados pelo Observatório da Federação das Indústrias do Espírito Santo. O crescimento capixaba foi especialmente impulsionado pelos setores extrativo e de transformação, com ênfase na extração de petróleo, gás natural e pelotas de minério de ferro.
Em julho, a produção de petróleo no estado alcançou a marca de 275,9 mil barris diários, um crescimento de 30,6% em relação ao mesmo mês de 2025.
O resultado representa o 15º mês seguido de aumento de dois dígitos na produção industrial do Espírito Santo, quando comparado ao mesmo mês do ano anterior. A economista-chefe da Findes destacou que os segmentos de petróleo, gás natural e pelotas de minério foram fundamentais para o desempenho da atividade extrativa.
No campo de Jubarte, localizado no Litoral Sul capixaba, a média de produção foi de 189,2 mil barris diários em julho, um aumento de 14,4% em relação ao ano anterior. Esse desempenho incluiu a operação da unidade flutuante Mari Quitéria, que produziu, em média, 66,3 mil barris por dia.
A plataforma funcionou com cerca de 66,3% de sua capacidade de 100 mil barris diários, enquanto o campo de Wahoo produziu cerca de 38,4 mil barris diários, próximo da meta de 40 mil barris estipulada pela empresa após a abertura de quatro novos poços. Adicionalmente, a produção no campo de Golfinho teve um crescimento de 6,4%. Desde fevereiro de 2026, a produção do Espírito Santo permanece acima dos 200 mil barris diários.
Entre junho e julho, a indústria extrativa cresceu 0,7%, enquanto a indústria de transformação obteve um avanço de 2,7%. Nos setores de transformação, a fabricação de produtos de minerais não metálicos cresceu 6,5%, e a metalurgia teve um aumento de 2,6%. Entretanto, a produção de alimentos registrou um recuo de 4,4%, e a fabricação de celulose e papel caiu 0,9%.
Comparando julho de 2026 com julho de 2025, a indústria de transformação cresceu 2,8%, com a metalurgia avançando 7,8%, impulsionada pela maior produção de bobinas de aço a quente, e a fabricação de produtos de minerais não metálicos teve um aumento de 6,1%, especialmente na produção de granito.
As exportações do setor metalúrgico capixaba tiveram um crescimento de 23,8% ao longo de 2026, um resultado que se deve ao redirecionamento das vendas para o mercado europeu, com destaque para países como França, Alemanha, Polônia, Espanha, Holanda e Itália. No entanto, os Estados Unidos continuam sendo o principal destino das exportações capixabas, representando 48,1% do total. Entre janeiro e julho, o estado exportou US$ 466,9 milhões em metais básicos para o mercado norte-americano, uma redução de 15,4% em relação ao mesmo período de 2025. Essa queda está relacionada ao aumento das barreiras tarifárias impostas pelos EUA a produtos siderúrgicos brasileiros.


