Em uma publicação em seu canal no YouTube, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se posicionou como uma possível escolha para o cargo de ministro das Relações Exteriores, caso seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vença as eleições. Eduardo não confirmou sua candidatura a MRE, ressaltando que a seleção dos ministros cabe ao presidente Flávio Bolsonaro.
Ele declarou que já demonstrou suas habilidades em se relacionar com autoridades e mencionou que poderia facilitar encontros de Flávio com líderes internacionais, como Donald Trump e Marco Rubio, além de propor a classificação do CV e do PCC como organizações narcoterroristas.
Eduardo destacou que Flávio já teve encontros com chefes de Estado de diversas nações, incluindo Israel e Estados Unidos, e realizou uma vídeo chamada com o advogado colombiano Abelardo de la Espriella.
No mesmo vídeo, Eduardo mencionou que, se seu irmão assumir a presidência, a embaixada do Brasil em Israel será transferida para Jerusalém e o país se juntará ao Escudo das Américas, uma aliança de segurança promovida por Donald Trump. Ele criticou as discussões sobre mudanças climáticas, comparando-as a “discutir o sexo dos anjos”, e defendeu que o governo deve se concentrar em temas mais relevantes, como a situação em Marrocos referente ao Polisário e a mudança da embaixada.
Eduardo ainda afirmou a necessidade de diálogo com líderes de outros países da América Latina, como Keiko Fujimori do Peru e Santiago Peña do Paraguai, ressaltando a importância de estabelecer cooperações para enfrentar a criminalidade.
De acordo com Eduardo, relações internacionais não se restringem a discursos na ONU ou em conferências sobre aquecimento global. Ele se lembrou que o ex-presidente Jair Bolsonaro havia prometido a transferência da embaixada do Brasil para Jerusalém até 2021, algo que não ocorreu. A cidade é reivindicada pelos palestinos como capital de um futuro Estado Palestino, enquanto Israel a considera sua capital integral.
Eduardo criticou o Itamaraty e o embaixador Orlando Leite Ribeiro, exibindo um áudio onde Ribeiro supostamente ofereceu assistência a Lulinha, filho do presidente Lula. Ele insinuou que o diplomata utilizou um veículo oficial para ajudar Lulinha e prometeu que tomaria providências.
O embaixador, por sua vez, negou que tenha disponibilizado o carro e afirmou que atuou de maneira profissional, ajudando cidadãos brasileiros conforme sua função. Dias antes, Eduardo já havia mencionado a falta de apoio que recebeu dos diplomatas ao se mudar para os EUA.
Ele também levantou a possibilidade de realizar uma “faxina” no Itamaraty, acusando alguns diplomatas de sabotarem o governo anterior de seu pai. Eduardo expressou que as ações de quem apoia criminosos não serão toleradas em um futuro governo Bolsonaro 2.0.


