Uma técnica de enfermagem, de 32 anos, e sua mãe, de 59, foram detidas nesta quinta-feira (1) em Guaçuí, uma região do Caparaó Capixaba, sob a suspeita de comercialização ilegal de canetas emagrecedoras via redes sociais. Segundo a Polícia Civil, os medicamentos eram adquiridos no Paraguai e eram vendidos e aplicados pela técnica de enfermagem.
Durante a operação policial, foram encontrados produtos armazenados em uma geladeira e dentro de um guarda-roupas na residência da profissional. Ao ser questionada, a técnica declarou que os produtos não tinham autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que eram destinados ao uso pessoal.
Além da casa da técnica, a equipe policial também periciou a residência da mãe, onde descobriu medicamentos e outras substâncias armazenadas de forma irregular. A Polícia Civil informou que os produtos estavam enrolados em uma toalha e ainda apresentavam temperatura baixa, indicando que foram retirados da refrigeração pouco antes da chegada da polícia.
De acordo com o delegado Messias Sirtuli, que lidera a Delegacia de Polícia de Guaçuí, a situação dos produtos encontrados era preocupante. Entre os itens apreendidos estavam quatro caixas de Vittatirze, quatro de T.G.15 (tirzepatida), três caixas de Tirzec 15 mg, além de substâncias como BPC-157, TB-500, NAD+, GHK-CU, GLOW, SLU-PP 332 e Tesamorelin.
A polícia também localizou materiais médicos, alguns com etiquetas identificando pacientes, e um celular pertencente à técnica. As duas mulheres foram levadas para a delegacia e autuadas em flagrante por crimes relacionados à saúde pública. A investigação agora irá apurar a origem dos produtos e as condições em que estavam armazenados, além de verificar se houve comercialização dos mesmos.
Os medicamentos e substâncias apreendidos passarão por análise para determinar sua composição e legalidade.


