Lucas Polese, do PL, foi um dos eleitos nas recente eleições de 2026, obtendo um expressivo total de 419.735 votos, o que o consagrou como o deputado federal mais votado na história do Espírito Santo. Polese já exercia a função de deputado estadual e deixará a Assembleia Legislativa para assumir uma das dez cadeiras que o Estado tem na Câmara dos Deputados. Nas eleições de 2022, sua primeira candidatura, ele foi eleito deputado estadual com 29.490 votos.
O novo parlamentar já se envolveu em algumas controvérsias em sua carreira política, incluindo críticas ao arcebispo de Vitória, uma indenização de R$ 8 mil a um professor por danos morais e uma multa recebida durante uma blitz da Lei Seca.
Em 2023, Polese foi multado em uma blitz realizada na Praia do Canto, em Vitória, a qual foi conduzida pela Polícia Militar. Durante a operação, segundo relatos, ele se negou a realizar o teste do bafômetro. O deputado estava em um Corolla, veículo oficial da Assembleia Legislativa. Devido à negativa, um Auto de Infração de Trânsito foi registrado em seu nome e o carro foi liberado para outro condutor habilitado, escolhido pelo parlamentar. Polese alega que utilizou o carro para compromissos oficiais e que a decisão de não fazer o teste foi recomendada por sua assessoria jurídica. O incidente gerou uma representação por parte da Juventude do PSB pedindo uma sindicância para investigar o possível uso indevido do veículo público, mas o pedido foi arquivado pela presidência da Assembleia, alegando falta de documentos que identificassem o denunciante.
Outra polêmica envolvendo Polese surgiu após ele ser condenado a pagar R$ 8 mil a um professor da rede municipal de Jaguaré. O deputado havia feito uma postagem em suas redes sociais atacando o educador, acusando-o de doutrinação ideológica e de promover apologia ao comunismo, além de utilizar imagens do professor sem autorização. O juiz que analisou o caso determinou que as afirmações do deputado eram infundadas e prejudicavam a honra do docente. Polese não compareceu à audiência, e o juiz decidiu pela sua revelia, considerando as alegações do professor como verdadeiras. O parlamentar, por sua vez, revelou que não teve ciência formal do processo e criticou a ausência de intimação, o que teria dificultado sua defesa.
Além disso, o deputado criticou o arcebispo de Vitória, Dom Ângelo Mezzari, após o religioso aparecer em um vídeo que promovia a pré-candidatura de Carlos Fabian de Carvalho, do Psol. Polese se manifestou dizendo que os líderes espirituais estavam fazendo campanhas para a esquerda. Em resposta, a Arquidiocese esclareceu que o evento não era político, mas uma reunião interna, e que a utilização das imagens de seus líderes por Polese era inadequada.
As reações se ampliaram quando o Conselho Presbiterial da Arquidiocese de Vitória defendeu Dom Ângelo, afirmando que as declarações do deputado eram incorretas e incitavam ódio. Os bispos da CNBB também demonstraram apoio ao arcebispo e repudiaram ataques pessoais. Polese, por sua vez, se manifestou, considerando a crítica como um ataque a suas opiniões e expressou descontentamento com a falta de resposta das autoridades eclesiásticas.
Após assumir o cargo, Polese declarou suas prioridades para o mandato, mencionando a necessidade de ações voltadas para a segurança pública e a situação fiscal do país. Ele enfatizou que a segurança é uma preocupação comum a todas as classes sociais e sugeriu mudanças, como a redução da maioridade penal e ações rigorosas contra as facções criminosas. O deputado também pretende focar em medidas para cortar gastos, realizar reformas administrativas e estabelecer um Estatuto da Propriedade Privada.
