sexta-feira, outubro 30, 2026
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Comissão de Direitos Humanos da Ales solicita investigação sobre repressão durante as eleições

Nos últimos dias, ocorreram registros de suposta violência policial nas cidades de Muqui e Pedro Canário.

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A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado (CDDH/Ales) enviou, no início da semana, ofícios a diversas instituições ligadas às forças de segurança e ao Poder Judiciário, solicitando uma investigação urgente sobre a possível violência policial contra apoiadores do presidente Lula em Muqui, localizada no sul do Estado. As comunicações foram direcionadas à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, ao comando da Polícia Militar do Estado, à Corregedoria da PM e ao Ministério Público do Estado.

Nos documentos, a presidente da CDDH, a deputada Camila Valadão (Psol), ressalta que gravações das ocorrências indicam que a intervenção da polícia ocorreu sem a presença de conflito. A ação resultou em várias pessoas feridas, que necessitaram de atendimento hospitalar, com relatos de que os policiais ignoraram tentativas de diálogo por parte dos manifestantes.

Camila enfatiza que a atuação das forças de segurança deve respeitar a Constituição Federal e os direitos fundamentais, ressaltando a importância de agir de maneira legal, proporcional e respeitando a dignidade humana. Ela afirma que a reunião de pessoas em espaços públicos e a realização de manifestações não permitem a atuação ilegal por parte do Estado.

No domingo, 25, os apoiadores de Lula se reuniram em Muqui para celebrar a vitória eleitoral, mas encontraram a Tropa de Choque da PM. Um dos presentes, Ériton Berçaco, presidente do Psol na cidade, afirmou que inicialmente pensou que a presença policial seria para garantir a segurança, mas notou que os policiais estavam armados e dispostos a impedir a comemoração, agindo com violência, disparando bombas e utilizando spray de pimenta, sem qualquer tentativa de negociação.

Por sua vez, a Polícia Militar afirmou que a manifestação transcorreu pacificamente até que comportamentos que poderiam comprometer a segurança e a ordem pública foram observados. Em uma gravação nas redes sociais, o major Igor Barcelos Rody, comandante da 15ª Companhia Independente da PMES, defendeu a versão policial e apresentou alegações sobre indivíduos infiltrados na manifestação que teriam atirado objetos contra os agentes.

Entretanto, diversos usuários comentaram que a situação foi distorcida, alegando que a intervenção da PM começou antes de alguns moradores começarem a atirar objetos na direção da polícia.

Pedro Canário

Em outro episódio, a deputada Iriny Lopes (PT), também membro da CDDH/Ales, pediu investigações sobre um incidente ocorrido em Pedro Canário, no sábado, 24, véspera da votação. Relatos indicam que policiais militares invadiram uma propriedade privada na localidade de Floresta do Sul, confiscando e queimando uma bandeira do presidente Lula e efetuando disparos com armas de fogo.

Iriny Lopes observou que não há informações sobre mandado judicial que justificasse a entrada no imóvel e classificou a conduta como potencialmente criminosa, ressaltando que a ação caracteriza intimidação política e perseguição eleitoral, o que aumenta a gravidade da situação.

A reportagem questionou a Polícia Militar, a Corregedoria, a Secretaria de Segurança Pública e o Ministério Público sobre a existência de investigações sobre possíveis irregularidades cometidas pelos policiais, mas até o fechamento desta matéria não houve resposta.

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