O Brasil já alcançou a cota anual de exportação de carne bovina para a China, conforme confirmou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC) foi responsável por essa comunicação na última terça-feira. O governo brasileiro informa que a oficialização da medida pelo Ministério do Comércio chinês (Mofcom) deve ocorrer nos próximos dias.
Com a utilização total da cota prevista para 2023, que é de 1,106 milhão de toneladas, as remessas a partir de agora estarão sujeitas a uma sobretaxa de 55%. Dentro do limite estabelecido, a carne exportada do Brasil paga um imposto de 12%, mas após o esgotamento da cota, a tarifa pode subir para 67%, tornando as exportações inviáveis, de acordo com a perspectiva do mercado. O volume da cota para o Brasil deverá aumentar para 1,128 milhão de toneladas a partir de janeiro de 2027.
Técnicos do ministério indicam que o governo pretende intensificar as negociações com a China com o objetivo de conquistar uma cota adicional. Essa cota faz parte de um mecanismo de salvaguarda implementado pelas autoridades chinesas sobre as importações de carne bovina, estabelecendo limites específicos para cada fornecedor. Essa política entrou em vigor em janeiro e está prevista para durar até 2028. O Brasil se destaca como um dos principais fornecedores desse produto para o mercado asiático.
Desde julho, em antecipação à possibilidade de esgotamento do limite de exportação entre agosto e setembro, as indústrias frigoríficas brasileiras começaram a moderar os embarques para evitar a aplicação da sobretaxa.


