A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última segunda-feira (28), um novo tratamento para diabetes tipo 2, conhecido como Kyinsu (IcoSema). Esta é a primeira medicação que combina insulina basal e semaglutida em uma única aplicação semanal, podendo reduzir drasticamente o número de injeções de insulina, de até 1.460 para 52 por ano.
O novo medicamento é indicado para adultos que não conseguem manter a glicemia sob controle, mesmo utilizando insulina basal ou outros medicamentos da classe agonistas de GLP-1. A Anvisa ainda não revelou a data em que o remédio estará disponível para venda no Brasil.
Em 2025, a Anvisa já havia autorizado a insulina basal icodeca, a primeira insulina de aplicação semanal. A adoção do Kyinsu pode mudar a rotina de muitos pacientes que temem a possibilidade de ganhar peso ou sofrer crises de hipoglicemia, conforme explica o endocrinologista e vice-presidente de uma sociedade especializada na área.
Diferentemente das insulinas tradicionais, o novo tratamento promete não causar aumento de peso e pode até ajudar na perda de peso. A insulina basal possui uma ação mais lenta, o que minimiza o risco de hipoglicemia, embora as glicemias pós-refeição precisem ser monitoradas.
A endocrinologista menciona que a prescrição de insulina pode ocorrer à medida que a doença avança e que os pacientes que já utilizam múltiplos medicamentos e ainda assim mantêm altas taxas de glicose podem ser os primeiros a receber a nova terapia. Ela alerta que, mesmo com novos medicamentos, a adesão a uma dieta balanceada e a prática regular de atividades físicas continuam sendo essenciais para o manejo eficaz do diabetes tipo 2.
Em relação à população brasileira, estima-se que cerca de 20 milhões de pessoas vivam com diabetes, sendo 90% desses casos da variedade tipo 2, onde o corpo não utiliza adequadamente a insulina que produz.
O Kyinsu (IcoSema) combina insulina icodeca, que é de ação prolongada, e semaglutida, que ajuda no controle da glicemia após as refeições e contribui para a redução de peso. Esta combinação é uma alternativa que promete facilitar a adesão ao tratamento para muitos diabéticos.
A redução das aplicações de insulina poderá representar uma melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes e facilitar a gestão da doença, que exige acompanhamento contínuo e ajustes de tratamento conforme necessário.


