segunda-feira, setembro 21, 2026
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André Mendonça libera 31 documentos sigilosos do caso Master no STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu remover o sigilo das investigações relacionadas ao filme “Dark Horse”, que aborda a vida de Jair Bolsonaro, além de outros processos vinculados ao caso Master.

As investigações em questão incluem figuras políticas como Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, e os senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Ciro Nogueira (PP-PI).

Com essa ação, Mendonça também tornou públicos mais 38 documentos que envolvem apurações de fraudes atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e seus desdobramentos. Recentemente, o ministro havia liberado 15 petições, manifestando a intenção de focar na documentação relacionada aos diálogos entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, assunto que será discutido em uma sessão extraordinária agendada para a próxima terça-feira.

A liberação de mais documentos foi uma resposta ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que solicitou a divulgação de todos os inquéritos do caso Master. Em sua decisão, Mendonça destacou que os processos liberados não têm relação com o tema da sessão extraordinária, mas não viu impedimento para a remoção dos sigilos.

A decisão de liberar apenas parte do acervo gerou críticas de outros ministros, que acusaram Mendonça de fazer uma seleção do que seria divulgado. A PGR havia formalizado um pedido ao tribunal para que outros documentos também fossem acessíveis. Moraes, em sua argumentação, destacou que houve uma “escolha seletiva” nos materiais divulgados, mencionando que 180 documentos foram omitidos, ficando visível a preocupação com a conveniência da divulgação.

O ministro Cristiano Zanin também solicitou a Fachin o acesso integral ao conteúdo de um dos celulares de Vorcaro, após Mendonça não atender ao pedido. Zanin defendeu que cabe a cada julgador decidir sobre os elementos essenciais para formar sua convicção, ressaltando que qualquer veto poderia complicar o julgamento das mensagens entre o ex-banqueiro e Moraes.

Mendonça, por sua vez, refutou as acusações afirmando que uma cópia de segurança dos dados do celular foi transferida ao seu gabinete de maneira voluntária, mas permanece lacrada. Ele esclareceu que os dados originais estão sob custódia da Polícia Federal.

Esta nova fase das investigações marca um ponto importante nas apurações que envolvem figuras de destaque do cenário político brasileiro.

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