A nova Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), que tomará posse em 2027, contará com 30 deputados, sendo 16 estreantes e 14 reeleitos, mostrando uma significativa diversidade em suas trajetórias. A renovação na Casa representa 53,3% dos representantes, onde 16 dos eleitos não possuíam assento na legislatura atual. A composição partidária será dominada pelo PL, que terá seis cadeiras, seguido por MDB, Podemos e PP com quatro cada; PT e PSB com três; Agir e Republicanos com duas; e PSOL e União com uma cada.
Entre os novos integrantes, destaca-se a área da saúde, com Açucena (PT), de Cariacica e ex- vereadora com formação em Enfermagem, e Janete de Sá (PSB), que também é enfermeira. A medicina terá representação com Vitor Louzada (PL), de Colatina, Fernando Santorio (PP), de Cariacica, e Hudson Leal (Agir), além do odontólogo Peter Costa (PP), que foi prefeito de Mimoso do Sul.
A bancada do Direito é outro núcleo tradicional, com Karla Coser (PT), Mazinho dos Anjos (MDB), Dary Pagung (PSB), Jeesala Coutinho (MDB) e Davi Esmael (Republicanos), todos com formação ou atuação na advocacia, além de experiências políticas.
A segurança pública também terá espaço, com quatro representantes vinculados a forças policiais: Capitão Assumção (PL), Thiago do Casalpolicial (PL), Delegado Leandro Sperandio (Podemos) e Delegado Danilo Bahiense (PL). No campo religioso, Pastor Dinho Souza (PL) chega com experiência de vereador e formação em Teologia, focando em pautas de costumes e segurança.
No setor agrícola, Júlio da Fetaes (PT), agricultor e dirigente sindical, defenderá a agricultura familiar, enquanto Brizola Corteletti (Agir) e Franco Fiorot (Podemos), com formação em Comunicação e bagagem na gestão pública, também vêm do campo.
Os representantes do empresariado incluem Rodrigo da Cozivip (MDB) e Victor Coelho (PSB), que possui experiência como ex-prefeito. A Assembleia recebe também ex-prefeitos que construirão suas trajetórias política nas câmaras municipais.
Ainda há uma porção significativa de deputados cuja principal experiência vem da política institucional. Essa categoria inclui Vandinho Leite (MDB), Pablo Muribeca (Republicanos), Adilson Espindula (PP), entre outros. José Esmeraldo, aos 80 anos, inicia seu oitavo mandato na Ales.
Vale destacar a única representante do PSOL, Camila Valadão, assistente social reeleita com 61.501 votos, que se posicionará como oposição. A participação feminina na Assembleia aumentará de quatro para seis deputadas, representando 20% das cadeiras.
A competição para o governo do estado traz outra dimensão ao cenário, com o segundo turno entre os candidatos Pazolini (Republicanos) e Ferraço (MDB) marcado para 25 de outubro. Dos 30 deputados, 18 pertençam a partidos que apoiaram a candidatura de Ferraço, enquanto sete estão associados a Pazolini. Restam cinco deputados cujas posições sobre o segundo turno ainda não foram definidas.
No que diz respeito a questões judiciais, o novo quadro legislativo inclui deputados com registros de condenações e processos. Capitão Assumção (PL), reeleito com expressiva votação, foi condenado a cinco anos de prisão por questões ligadas à paralisação da Polícia Militar em 2017, e ainda responde a uma queixa-crime relacionada a calúnia e difamação.
Outras condenações incluem Raquel Lessa (PP), que enfrentou ações de improbidade administrativa; Adilson Espindula (PP), relacionado a diárias não justificadas; Janete de Sá (PSB), e Pablo Muribeca (Republicanos), que possui multas da Justiça Eleitoral por irregularidades em sua campanha. José Esmeraldo (União) também enfrenta uma ação de improbidade administrativa que foi arquivada.
