sexta-feira, outubro 23, 2026
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A Dificuldade de quem Segue um Caminho Reto

O mundo atual é uma verdadeira dança de idiossincrasias e contradições, onde a vida é repleta de enigmas que muitas vezes nos fazem questionar a lógica de nossos próprios comportamentos. Como bem diria Belchior, a audiência do mundo está atenta, e tudo se desenrola um tanto quanto absurdamente. Uma reflexão de uma amiga filósofa sugere que a história humana não se limita aos livros de sociologia, mas sim se assemelha a uma comédia, onde sabemos quando haverá uma reviravolta.

Retornamos aos anos vinte, quando Benito Mussolini, um homem baixo, emergiu na Itália pregando a necessidade de ordem e progresso, com suas camisas pretas bem passadas. Convencendo a população de que o resgate do passado romano seria a salvação do futuro, a única consistência percebida na era fascista foi a pontualidade do transporte ferroviário. Uma conquista ínfima quando se considera que a liberdade de expressão foi cerceada.

Alguns anos depois, Adolf Hitler, um artista insatisfeito, trocou as pintura por discursos com uma retórica carregada, apontando bodes expiatórios e prometendo salvar a nação de problemas contemporâneos. O povo alemão, atormentado por uma inflação avassaladora, aplaudiu sua ascensão, na esperança de que ele pudesse restaurar a ordem. O que se seguiu foi um longo período de conflitos que deixaria marcas profundas por décadas.

Mudando o foco para o Brasil, o clima tropical impacta o raciocínio e a memória parece efêmera. Aqui, a situação tomou um rumo peculiar, com o bolsonarismo prometendo proteger a família tradicional de perigos muitas vezes fabricados. Os brasileiros, fascinados por figuras heroicas de contos animados, se entusiasmaram com o tom de brincadeira que despontava nas esferas políticas.

Lalá, a pensadora popular, observa que a narrativa da extrema-direita teve seu roteiro bem documentado. O padrão é claro: primeiro surge um inimigo a ser confrontado, seguido de um líder messiânico, e finalmente, a manipulação de todas as estruturas, até mesmo as mais inusitadas. A diferença se dá na maneira como essa narrativa se desenrola: enquanto na Europa os protagonistas se vestiam elegantemente, no Brasil, a história se manifesta por meio de discursos nas redes sociais e teorias duvidosas.

Com a aproximação do dia 25, a tensão aumenta à medida que o Brasil se prepara para o segundo turno das eleições. O foco não deve se pautar apenas na disputa entre os candidatos, mas também na possibilidade de aceitar comportamentos absurdos como normais. Continuar debatendo questões irreais, como as teorias sobre vacinas ou ideologias potencialmente perigosas, é um teste de resistência.

Assim, o ato de votar se torna um passo crucial na defesa contra o autoritarismo. É imperativo que os eleitores tomem suas decisões com a razão sã e afastem-se das correntes de desinformação. O Brasil já enfrenta desafios significativos; não devemos desperdiçar energia com figuras que não conseguem sequer disfarçar suas intenções. Se a história realmente se repete, que nossa narrativa final reflita uma escolha consciente, livre de militarismos e violação de liberdades.

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