quarta-feira, outubro 28, 2026
InícioNotíciasO que é, como opera e quais são os seus riscos

O que é, como opera e quais são os seus riscos

A busca por cílios longos, volumosos e escuros é uma das principais preocupações estéticas. Essa procura evoluiu das tradicionais máscaras de rímel e alongamentos artificiais para opções disponíveis nas farmácias.

O Latisse desponta como o primeiro remédio aprovado para tratar a falta de pelos na pálpebra. É interessante notar que este produto não se originou no setor de cosméticos. O seu êxito deve-se a um efeito colateral inusitado de uma fórmula destinada ao tratamento de uma grave condição ocular.

O princípio ativo da formulação é a bimatoprosta, que inicialmente fazia parte de colírios destinados ao tratamento do glaucoma — uma condição que eleva a pressão intraocular e pode resultar em cegueira. Durante o uso do colírio, pacientes observaram um crescimento inusitado dos cílios na região aplicada, que se tornavam mais espessos e escuros. Reconhecendo o potencial comercial dessa descoberta, a empresa responsável adaptou o produto para uma aplicação tópica focada na estética.

Pesquisas clínicas demonstram que a bimatoprosta impacta diretamente o ciclo de vida dos pelos, estendendo a fase anágena, que é o período em que o cabelo está em crescimento. Como resultado, os cílios permanecem por mais tempo antes de caírem. O medicamento também ativa os melanócitos, células que dão cor, tornando os cílios mais escuros.

Os usuários do Latisse frequentemente notam mudanças significativas em seus cílios. Os resultados se tornam visíveis após seis semanas de aplicação diária, com o máximo de alongamento e volume sendo alcançados por volta do quarto mês. Contudo, é importante frisar que os efeitos não são permanentes. Com a interrupção do uso, os cílios antigos caem e os novos nascem no tamanho e na espessura anteriores em poucas semanas. Assim, para sustentar os resultados, o tratamento deve ser contínuo, demandando atenção e investimento.

Apesar de parecer um produto milagroso, o Latisse é um medicamento que apresenta contraindicações e pode gerar efeitos colaterais. A administração inadequada ou sem a supervisão de um profissional pode acarretar problemas de saúde. Entre os efeitos adversos reportados estão a hiperpigmentação das pálpebras, que pode causar manchas escuras na pele próxima aos cílios, dando um aspecto semelhante a olheiras.

Outro efeito colateral raro é a alteração na cor dos olhos: o uso frequente pode aumentar a pigmentação da íris, mudando permanentemente a cor, especialmente em olhos claros. Além disso, o uso prolongado pode resultar na perda de gordura ao redor dos olhos, gerando um aspecto envelhecido nas pálpebras. Irritações como vermelhidão, coceira intensa e olho seco são queixas comuns. A aplicação nos cílios inferiores é desaconselhada, pois aumenta o risco de complicações.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige receita médica para a aquisição do Latisse. O uso por conta própria, seja do medicamento ou de colírios genéricos de bimatoprosta, representa um risco à saúde ocular.

Diante disso, a orientação dos médicos é clara: é essencial realizar uma avaliação com um dermatologista ou oftalmologista antes de iniciar o tratamento. O profissional irá verificar a saúde ocular do paciente, considerando histórico de problemas de pressão intraocular e infecções, além de ensinar a técnica correta de aplicação com os pincéis descartáveis fornecidos para evitar contaminações. Em questões de beleza, a saúde dos olhos deve sempre ser priorizada.

RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais populares