A Polícia Civil anunciou na quinta-feira (15) a prisão de quatro indivíduos suspeitos de fazer parte de uma quadrilha dedicada a furtos em transportes públicos. Entre os detidos, estão duas mulheres que atuavam nos ônibus e terminais da Grande Vitória, especialmente em horários de grande fluxo de passageiros.
As investigações começaram após um aumento significativo no número de relatos de furtos. A polícia utilizou imagens de câmeras de segurança e um sistema de reconhecimento facial para rastrear uma organização criminosa composta por brasileiros e peruanos, conhecida por utilizar táticas que impediam as vítimas de perceberem que estavam sendo furtadas.
Cinco suspeitos foram identificados, e quatro deles foram capturados. As mulheres, com idades de 25 e 39 anos, foram presas na semana anterior durante uma operação que também resultou na apreensão de cartões do sistema GVBus e 11 celulares. Todas as detenções ocorreram no bairro Alto Lage, em Cariacica.
O delegado Felipe Pimentel, responsável pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra o Transporte de Passageiros (DCCTP), relatou que as mulheres eram encarregadas de realizar os furtos, passando os aparelhos para os homens da quadrilha, que utilizavam os celulares para realizar transferências bancárias.
Elas costumavam ficar em pé ao lado de suas potenciais vítimas e observavam como desbloqueavam seus celulares, aguardando o momento certo para agir. Assim que conseguiam a senha, subtraíam valores das contas das vítimas. Além disso, aproveitavam a lotação dos ônibus para simular a necessidade de passar pela proximidade das pessoas, pressionando-as com o corpo para realizar os furtos, principalmente durante os horários de pico.
O delegado aconselhou os passageiros a não guardarem seus celulares em bolsos traseiros ou em mochilas de fácil acesso nas costas. Ele também recomendou não acessar aplicativos bancários e evitar digitar senhas quando há pessoas próximas que possam vigiar.
Inicialmente, dez vítimas foram identificadas desde janeiro, mas há uma expectativa de que muitas outras não tenham apresentado queixa. Segundo a polícia, em maio deste ano houve um pico de 308 furtos em coletivos, número que caiu para 145 em setembro, após as ações policiais e apreensões.

