sábado, outubro 10, 2026
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Vorcaro planejou ataque cibernético durante prisão domiciliar para eliminar dados do celular

Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, teria encomendado, em janeiro, um ataque cibernético enquanto cumpria prisão domiciliar em São Paulo. O objetivo era evitar que a Polícia Federal acessasse dados do seu celular. Ele teria solicitado a Thiago Miranda, seu representante na área de comunicação, que invadisse o iCloud, plataforma de armazenamento em nuvem da Apple, para excluir informações do dispositivo confiscado.

A revista piauí divulgou as informações, que foram confirmadas por outro veículo. Thiago Santos, um especialista que colaborou na execução do plano, detalhou à PF como ocorreu o ataque. A defesa de Vorcaro e de Thiago Miranda foi consultada, mas não se manifestou até o fechamento da matéria.

Naquele período, a equipe da Operação Compliance Zero já tinha o aparelho em seu poder há dois meses. Relatórios da PF revelam diálogos do banqueiro que indicam que seu plano não surtiu efeito. Vorcaro também solicitou a remoção de dados relacionados a seu cunhado e operador financeiro, Fabiano Zettel, que era responsável por transferências a autoridades por meio de empresas e fundos conectados ao Banco Master.

Após o pedido de Vorcaro, Miranda contatou Thiago Santos, especialista em segurança cibernética. A intenção era eliminar todos os dados antes que a PF pudesse acessá-los. Santos conseguiu acessar o iCloud, mas a operação foi interrompida por agentes da polícia que identificaram a tentativa de invasão.

Miranda já era alvo de solicitações de Vorcaro para retirar do ar matérias publicadas em portais de notícias. A apuração da PF indica que o publicitário atuava como intermediário entre o banqueiro e influenciadores em ações contra o Banco Central, especialmente após a liquidação da instituição financeira. A defesa de Vorcaro nega qualquer irregularidade.

Atualmente, Vorcaro enfrenta investigações por supostas fraudes financeiras, gestão irregular, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e corrupção. Ele já foi preso duas vezes, em novembro de 2025 e março de 2026, e se encontra detido na Papudinha, em Brasília.

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