A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva, de 21 anos, do Partido dos Trabalhadores (PT), denunciou ter recebido ameaças de morte e de violência sexual por meio de e-mails. O remetente se identificou como um membro de um grupo supremacista branco e utilizou informações pessoais da parlamentar para indicar que sabia onde ela e sua família poderiam ser encontradas. As mensagens foram enviadas durante sua campanha eleitoral, especificamente na manhã do dia 5. O incidente foi registrado em um boletim de ocorrência em Divinópolis, Minas Gerais, caracterizado como ameaça e injúria racial, sendo o racismo indicado como uma possível motivação.
“Almejo pelo dia em que seremos verdadeiramente livres. Nem meus ancestrais nem eu escapamos do medo da morte matada”, expressou Ana Elisa em uma publicação. A equipe jurídica da sua campanha argumenta que os conteúdos das mensagens são racistas e misóginos. Os advogados observaram indícios de racismo e violência política de gênero, avaliando que as intimidações tinham como objetivo constranger a candidata e limitar sua participação na disputa, considerando sua identidade de gênero e raça.
Ana Elisa, natural de Divinópolis, estava estudando Direito e atuava como estagiária no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) antes de se candidatar pela primeira vez. Ela obteve aproximadamente 524 mil votos, tornando-se a parlamentar mais jovem a entrar na Câmara desde 1994. Filiada ao PT desde março, ela tomará posse em fevereiro de 2027.
