sexta-feira, setembro 25, 2026
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Entidades do setor se pronunciam sobre o fim das apostas: “Nós acreditamos no Brasil”

Divulgação de um novo formato e prêmio monetário nas Eliminatórias para a Copa de 2030 gera expectativa

As Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2030 prometem um novo formato com a inclusão de prêmios em dinheiro. Com a Argentina, Paraguai e Uruguai já confirmados como países-sede, a Conmebol avalia alternativas para a competição sul-americana.

Em um momento em que o setor de apostas esportivas atravessa dificuldades, organizações brasileiras do ramo emitiram um manifesto em 24 de outubro, em resposta à crise enfrentada. O Governo Federal está prestes a aprovar uma Medida Provisória que visa proibir a atividade de empresas de apostas, com votação marcada para 25 de outubro.

Na quarta-feira anterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que proibirá apostas online, conhecidas como “bets”, associando os danos causados por esses jogos de azar ao senador Flávio Bolsonaro, seu adversário político. Durante um evento no Rio de Janeiro, apareceu a mensagem “Flávio é bet. Lula é o caminho” em um telão.

Recentemente, clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro foram ao governo em busca de um programa de renegociação de dívidas, visando juros mais baixos e prazos mais longos. Embora esse auxílio não esteja diretamente vinculado à Medida Provisória, ele pode ser crucial, já que os clubes correm o risco de perder contratos valiosos com casas de apostas.

As associações do setor destacaram, em nota, que uma proibição imediata traria consequências significativas, ressaltando que encerrar a prática legal não protegerá a sociedade. Segundo elas, a demanda por apostas irá migrar para sites ilegais, que operam sem regulamentação e controle, expondo apostadores, especialmente menores, a riscos e sem oferecer proteção adequada.

Em seu manifesto, as entidades mencionam que a regulação das apostas no Brasil foi formalizada com a Lei nº 14.790/2023, permitindo que empresas investissem e pagassem tributos, operando sob a supervisão do estado.

Ademais, a proibição abrupta do setor acarretaria uma série de repercussões:

– A proteção ao apostador seria comprometida, favorecendo o crescimento do mercado ilegal.
– Haveria perda de tributos e repasses destinados a áreas essenciais como esporte e saúde.
– Um rompimento com as autorizações governamentais poderia resultar em contenciosos significativos e incerteza para investidores.
– O fechamento de empresas implicaria demissões e afetaria diversas cadeias produtivas, como tecnologia e publicidade.

Os desafios do momento demandam uma abordagem focada na fiscalização e na melhoria das regulamentações, conforme as entidades pedem um diálogo constructivo ao Congresso Nacional e ao Poder Executivo. Segundo elas, a verdadeira solução reside em fortalecer a regulação ao invés de optar pela proibição, visando proteger tanto os apostadores quanto a sociedade.

A situação permanece em evolução.

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