O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (27) a mudança do nome do lago Ontário para “lago América”, em um momento que intensifica sua rivalidade comercial com o Canadá, gerando imediata resposta do governo canadense.
Trump formalizou a decisão ao assinar um decreto na Casa Branca, onde afirmou: “Vamos mudar o nome do lago Ontário, com efeito imediato”. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, rapidamente contestou a medida, reforçando que o lago será chamado de Ontário “antes, agora e sempre”.
A alteração do nome ocorre após a falha nas negociações comerciais entre os dois países, que resultaram em tarifas retaliatórias. Em resposta a um questionamento de um repórter sobre sua decisão de direcionar ações contra um aliado, Trump argumentou que os canadenses o trataram “de forma desagradável”.
Durante a cerimônia, no Salão Oval, estavam expostos dois mapas: um identificado como “lago América” e outro com a frase “Tornando os Grandes Lagos Ainda Maiores”. O lago Ontário, que é o menor em área entre os cinco Grandes Lagos da América do Norte, faz fronteira com a província canadense de Ontário e o estado de Nova York.
Essa não é a primeira vez que Trump tenta alterá-lo. Nos planos, está a intenção de renomear o Golfo do México para Golfo da América em 2025, outra medida rechaçada pelo governo do México. Carney defendeu a tradição do nome, que possui 400 anos e é de origem indígena, afirmando que significa “o lago é bonito, o lago é grande”.
Os comentários desafiadores de Carney, ex-presidente dos bancos centrais do Canadá e do Reino Unido, foram bem recebidos pelo público canadense, que o considera forte diante das provocações de Trump. O primeiro-ministro disse que Ottawa está “em guerra” após ser “atacada”.
O decreto de Trump determina que, no prazo de 30 dias, o Departamento do Interior dos EUA atualize as referências ao lago em sua nomenclatura oficial, assegurando que o governo americano se refira ao lago como “lago América”. O presidente justifica a mudança pela predominância da parte mais profunda do lago, que está localizada do lado americano, alegando que isso favoreceria os EUA em termos de volume.
Trump já havia comentado sobre essa mudança anteriormente e até fez uma postagem em vídeo afirmando que iria prosseguir com a decisão. Diante de baixas taxas de aprovação e os desafios econômicos internos, ele destacou que visitava a alteração há algum tempo e aventou a possibilidade de mudar também o nome dos oceanos que banham os Estados Unidos.
Desde o início de seu segundo mandato, Trump tem feito comentários que provocam aliados, como a sugestão de que o Canadá deveria se tornar o 51º estado americano. Ele também fez reivindicações sobre a Groenlândia e insinuou a possibilidade de transformar a Venezuela em um estado americano após a captura de seu líder. Recentemente, afirmou que o estreito de Hormuz passaria a ser território americano, mesmo com o conflito com o Irã ainda em andamento.


