A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na terça-feira (25), o suspeito Leandro Teixeira de Andrade, conhecido pelos apelidos “Portuga” ou “Benfica”, em Santos. Ele já havia sido condenado por tráfico de drogas e era alvo de um mandado de prisão expedido pela 5ª Vara Federal de Santos, vigente desde novembro de 2025. De acordo com as investigações, Portuga é associado ao PCC e mantém ligações com o narcotraficante André do Rap, sendo considerado um nome relevante no crime organizado.
A captura ocorreu em um apartamento localizado na Avenida Epitácio Pessoa, no bairro Aparecida, durante uma ação da 2ª Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise), pertencente ao Deic de Santos. A polícia revelou que o fugitivo utilizava documentos falsificados e alugava imóveis de curta duração, como estratégia para evitar sua localização. Além disso, Portuga estava em contato com outros traficantes da região e teve papel significativo em processos que o levaram à condenação, especificamente nas operações Hulk e Oversea.
Na ação de busca no imóvel, as autoridades encontraram substâncias ilícitas e diversos itens suspeitos, como uma porção de pó branco, identificada preliminarmente como cocaína, além de US$ 4 mil em dinheiro, celulares e um caderno com anotações sobre diferentes substâncias químicas. Entre os materiais listados estavam cloreto de zinco, ácido acético, álcool polivinílico e água destilada, que, segundo a polícia, poderiam ser utilizados para a produção de substâncias para potencialização ou disfarce da droga.
Com base nos indícios coletados, a Polícia Civil registrou um novo flagrante por tráfico de drogas, e Portuga foi indiciado conforme o artigo 33 da Lei de Drogas. Durante seu interrogatório, ele optou por não se manifestar e se negou a fornecer material para a realização de exame grafotécnico.
Anteriormente, em 2017, Portuga também havia sido preso, resultado de uma condenação da Justiça Federal que envolveu André de Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap, e outros três indivíduos. Segundo a Polícia Civil, antes de se tornar procurado, Portuga exercia predominância sobre o tráfico de drogas nas áreas do Morro do Jabaquara e do Rádio Clube. As investigações indicam que, após esse período, ele pode ter começado a arrendar pontos de venda de drogas, ampliando suas atividades criminosas por várias localidades de Santos.
A prisão representa um resultado das ações de investigação e inteligência realizadas pelo Departamento de Polícia Judiciária do Interior 6 (Deinter 6). O diretor do Deinter 6, Luiz Carlos do Carmo, salientou que “essa é uma importante captura de um criminoso condenado, que utilizou táticas para se esquivar da Justiça”. Ele também destacou que as investigações sobre o material apreendido e eventuais ligações com outros integrantes do tráfico continuarão a ser aprofundadas.


