A batalha da Editora Cousa contra o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI); as dificuldades enfrentadas por espaços culturais no Centro de Vitória; um filme capixaba em cartaz; e outras novidades
Cousa
Saulo Ribeiro, dono da Editora Cousa, ficou surpreso ao descobrir que deve arcar com um ITBI de R$ 24 mil. Ele adquiriu um imóvel na Rua Duque de Caxias, no Centro, por R$ 150 mil, onde a Editora funciona ao lado da Livraria Catraia. O valor pago é muito inferior ao de mercado, uma vez que numerosas propriedades na região estão sem compradores. O Fisco Municipal, no entanto, avaliou o bem em R$ 1,2 milhão, quase oito vezes maior que o preço real. Saulo recorreu ao Conselho Municipal de Recursos Fiscais, argumentando que a avaliação considera imóveis residenciais, o que vai contra as normas de avaliação comercial e ignora a vacância na área. Um laudo estima o valor real do imóvel em R$ 247 mil. O recurso solicita a anulação da avaliação, pedindo redução da base de cálculo para R$ 150 mil ou, alternativamente, R$ 247 mil.
Desafios para a permanência
“As dificuldades para permanecer são enormes. Embora os aluguéis sejam baixos, os espaços culturais valorizam os imóveis, resultando em aumentos de aluguel que comprometem a permanência. Isso é um paradoxo”, disse Saulo Ribeiro em entrevista. Seu desafio é relacionado à transmissão do imóvel, mas outros espaços culturais na região enfrentam problemas graves. A Casa Caipora anunciou o fechamento previsto para outubro devido a questões estruturais, e a Casa da Stael está sob ameaça de desocupação, já que o imóvel está à venda.
ReAC
Recentemente, a prefeita Cris Samorini lançou o Programa de Reabilitação da Área Central de Vitória (ReAC), com um investimento de R$ 6 bilhões voltado para a revitalização e a implementação de medidas jurídicas que garantam a ocupação de propriedades ociosas. Apesar da importância da revitalização, existe o risco de gentrificação, já que a valorização das áreas pode expulsar aqueles que tentam se manter e revitalizar o local. É essencial que o programa inclua medidas que assegurem a sobrevivência de moradores, comerciantes e espaços culturais, evitando que se transforme apenas em uma preparação imobiliária para classes privilegiadas.
Margeado: filme capixaba nos cinemas
O filme capixaba “Margeado”, dirigido por Diego Zon, poderá ser visto até a próxima quarta-feira (26) em várias salas de cinema do interior do Espírito Santo, como o Cine Ritz Sul, em Cachoeiro de Itapemirim, e o Cine Gama, em Colatina. O longa já foi exibido em festivais e continua a rodar em cinemas pelo Brasil, contando com a participação de elenco como Antônio Pitanga, Danilo Andrade, Eliane Correia, Etien Khouri e Verônica Gomes.
Sinopse
Ambientado nas regiões norte e sul do Espírito Santo, o filme de ficção narra a migração de uma comunidade após o rompimento de uma barragem de lama tóxica. A história começa em uma vila pesqueira, que enfrenta problemas que ameaçam tradições de gerações, e, posteriormente, se desloca para comunidades montanhosas.
Mostra Inútil
Neste sábado, a partir das 19h, acontece a Mostra Inútil no Centro Cultural Eliziário Rangel, na Serra. A iniciativa do projeto Poesia Inútil unirá audiovisual, música e literatura, proporcionando um espaço para troca de experiências e expressão artística, celebrando a cultura. O Centro Cultural localiza-se na Rua Humberto de Campos, 1201, bairro São Diogo I.
Nemo
Em “Nemo”, seu segundo livro ilustrado, a autora Reya Perovano compartilha reflexões sobre a impermanência da identidade, inspirando-se em um diário. O lançamento ocorrerá na quarta-feira (26), às 19h, na Thelema, no Centro de Vitória. Na semana seguinte, Reya conduzirá uma oficina de zines no dia 2 de setembro, na Biblioteca Municipal de Cariacica. Para encerrar o ciclo de lançamento do livro, haverá uma roda de conversa no dia 10 de outubro, às 17h, na Biblioteca Cine por Elas, em Vila Velha. Todos os eventos são gratuitos.
Estúdio Animazul
Crianças e adolescentes que frequentam o ensino fundamental II na rede pública de Vitória, juntamente com jovens de instituições sociais, poderão participar, sem custo, de oficinas de cinema de animação nos meses de setembro e outubro, por meio do projeto Estúdio Animazul. Cada oficina terá três horas de duração e ensinará técnicas de stop motion e pixilation usando diversos materiais. Serão disponibilizadas 18 vagas para grupos de até 35 alunos do 6º ao 9º ano. As inscrições estarão abertas de segunda (24) a sexta-feira (28) apenas para professores ou pedagogos no site do projeto, e as oficinas serão realizadas nas escolas e instituições selecionadas.


