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Irã enfrenta o ‘dia D econômico’ dos EUA e avisa os países que apoiarem as sanções

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (24) que o Irã está “em colapso”, pouco antes de seu governo anunciar um novo conjunto de sanções contra Teerã. Em resposta a essa pressão econômica, autoridades iranianas advertiram que países que se unirem à campanha dos EUA poderão enfrentar consequências severas.

Na véspera, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, publicou um artigo onde mencionou que os Estados Unidos estavam implementando “a maior ofensiva financeira já realizada contra um adversário”, classificando essa iniciativa como um “Dia D econômico”. Bessent programou para esta segunda-feira o detalhamento das sanções contra o regime iraniano, afirmando que os EUA conseguiram “desmantelar as capacidades militares do Irã, destruir quase 100% de suas fábricas militares e enterrar seu programa nuclear”.

Kazem Gharibabadi, vice-chanceler iraniano, refutou essas alegações, questionando se essa narrativa representava uma vitória ou um reconhecimento da derrota dos Estados Unidos. Ele enfatizou que a ação contra o Irã exigiria a mobilização de todos os recursos de Washington.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã também fez um alerta aos outros países para que não se envolvessem na campanha econômica norte-americana. O porta-voz Esmail Baghaei afirmou que qualquer conivência com as ações agressivas dos EUA em relação ao Irã poderá resultar em consequências significativas. Além disso, Mohsen Rezai, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, advertiu que qualquer nação que se alinhasse à guerra econômica dos Estados Unidos seria considerada “inimiga”.

Na semana anterior, Trump havia anunciado que as pressões econômicas sobre o Irã seriam intensificadas “a uma escala sem precedentes”, chamando outros governos, incluindo a China, para se unirem aos esforços de isolar ainda mais a economia iraniana. Desde a Revolução Islâmica de 1979, o Irã tem enfrentado uma série de sanções internacionais e americanas.

Nesta segunda-feira, o governo iraniano revelou que incluiu 45 petroleiros em uma lista de embarcações que estão proibidas de atravessar o estreito de Hormuz por quebra de suas normas. Teerã também anunciou que tomará medidas contra navios que transferirem cargas para ou de tais embarcações, aumentando a tensão na área marítima.

Conforme comunicado feito pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, esses navios poderão ser multados, detidos e ter suas cargas apreendidas. O aviso foi publicado poucos dias após os Estados Unidos ameaçarem Teerã com “as sanções mais severas da história”, ao que o Irã respondeu que uma nova ameaça americana enfrentará uma reação “devastadora”.

A lista dos navios inclui superpetroleiros, embarcações de transporte de gás natural liquefeito e de petróleo, além de navios que transportam derivados de petróleo. As embarcações citadas pertencem a várias companhias, incluindo a ADNOC Logistics and Shipping dos Emirados Árabes Unidos, a Navig8 Tankers, que é uma subsidiária da ADNOC, e a Bahri, da Arábia Saudita.

Teerã também adverte que embarcações envolvidas em transferências de carga de navio para navio com os petroleiros listados poderão ser adicionadas à relação. A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico recomendou que os proprietários de cargas consultem uma lista atualizada de embarcações consideradas irregulares e que, para serem retiradas da lista, os navios necessitarão apresentar um pedido às autoridades marítimas iranianas.

A reabertura do estreito tornou-se uma prioridade para os Estados Unidos, mas Teerã mantém sua posição de que o local permanecerá fechado até que Washington remova as sanções ao petróleo, suspensa o bloqueio naval aos portos iranianos e descongele ativos iranianos no exterior.

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