Um padre da Paróquia Nossa Senhora das Graças, localizada em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, realizou uma missa inusitada no pico da Bandeira, a 2.891 metros de altitude. Evaldo Ferreira trocou o interior da igreja pelo cenário montanhoso durante uma expedição que aconteceu no último sábado, 12 de setembro. Além de liderar a celebração religiosa, o padre também festejou seu 53º aniversário, que ocorreu dois dias antes, com um bolo surpresa trazido pelos participantes.
Esta foi a segunda edição da atividade, que combina fé e montanhismo. No ano passado, Evaldo fez a subida pela primeira vez e decidiu repetir a experiência. Ao todo, 22 pessoas participaram da ascensão, incluindo Claudio Zonatele e seu pai, Nilton Praça, de 77 anos, que também chegou ao cume. Outros visitantes no pico juntaram-se à celebração.
Evaldo menciona que a ideia para essa união de fé e caminhada surgiu a partir da história de Pier Giorgio Frassati, um jovem católico italiano que se dedicava aos pobres e tinha uma verdadeira paixão por montanhas. “Senti um desejo de conectar a experiência da caminhada à oração e à celebração da missa no alto do Pico da Bandeira”, explica.
O momento de reflexão e oração no pico ganhou uma profundidade especial para o grupo, segundo o padre. Ele destaca que “a verdadeira felicidade está em elevar o coração a Deus” e que a subida não visa apenas chegar ao cume, mas também promover um espaço de introspecção e serenidade.
Durante a celebração, Evaldo foi surpreendido com a festa de aniversário, algo que ele não tinha antecipado. “Foi uma experiência muito especial, cercado por pessoas que partilhavam aquele momento de fé”, afirmou o padre, ressaltando o impacto significativo que a celebração teve para ele.
Em uma entrevista, Evaldo detalha que a realização da missa em uma montanha promove um sentimento diferente e profundo, exigindo esforço e determinação. Com isso, os participantes são preparados também internamente para o grande momento de celebração e gratidão quando chegam ao pico.
A cerimônia ressalta não apenas a importância de combinar a espiritualidade com a natureza, mas também o laço humano criado entre os participantes, tornando cada nova expedição uma experiência singular e significativa.


