sábado, outubro 17, 2026
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Operation Arrests 28 Suspects Linked to Criminal Organization in Vitória

Uma ação da Polícia Civil resultou na prisão de 28 indivíduos suspeitos de fazer parte do Primeiro Comando de Vitória (PCV), uma facção criminosa atuante na Grande São Pedro, em Vitória. A operação, chamada de Intifada, ocorreu na quarta-feira, dia 14, e contou com a participação de cerca de 200 agentes e mais de 50 viaturas, com suporte da Polícia Penal e do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo.

No total, foram emitidos 44 mandados de prisão e 76 mandados de busca e apreensão. A Polícia Civil segue em ação para localizar os demais suspeitos ainda não detidos.

O delegado-geral da Polícia Civil, Jordano Bruno, ressaltou a relevância da colaboração entre as forças de segurança no enfrentamento das organizações criminosas. Ele mencionou que a estratégia visa desarticular tanto os responsáveis pelo tráfico de drogas quanto as lideranças e outros membros envolvidos em atos de violência.

“Quando se prende um número significativo de indivíduos em uma área relativamente pequena, restabelece-se a sensação de segurança e demonstra-se à população que o único controle territorial nessa região é do Estado”, declarou o delegado.

As investigações tiveram início após o homicídio de Breno em 7 de setembro de 2025, no bairro Redenção, em Vitória. Segundo o delegado responsável, a vítima foi assassinada devido a sua residência em uma área ligada ao Terceiro Comando Puro (TCP) e por namorar uma mulher que pertencia a território dominado pelo PCV. Um dos assassinos do crime, que havia migrado do TCP para o PCV, teria indicado a vítima aos demais envolvidos. Breno foi alvejado com 12 tiros na cabeça.

As investigações levaram à identificação de membros de diferentes setores da facção, abrangendo aqueles encarregados da venda e preparação de drogas, movimentação financeira e coordenação de ações violentas contra grupos rivais. O delegado da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória, George Zan, afirmou que a apuração elucidou a forma como os membros da organização se organizavam para cometer crimes.

“Existiam grupos distintos para a gestão das atividades, outros encarregados pela dinâmica da organização, coleta de recursos financeiros e reabastecimento de pontos de venda de drogas”, explicou.

Zan também mencionou a existência de grupos dedicados ao planejamento de ataques. “Havia equipes específicas responsáveis pela organização e execução de ofensivas armadas contra rivais”, afirmou.

A disputa entre as facções PCV e TCP se intensificou ao longo de 2025, resultando em confrontos em várias áreas da Grande São Pedro. Um dos episódios investigados ocorreu no bairro Conquista, onde membros do PCV planejariam um ataque armado para dominar o território dos rivais. Além disso, a polícia investiga outro homicídio em que um homem foi encontrado morto e amarrado na mesma região.

Em uma sequência de assassinatos, dois indivíduos, Cauã e Pedro Henrique, foram mortos no bairro Redenção na virada de 1º para 2 de novembro de 2025, supostamente em retaliação a integrantes do TCP. Outras ocorrências armadas foram registradas em áreas conhecidas como Carandiru, no bairro Santa Marta, e Mangue Seco, em Andorinhos, onde os suspeitos utilizaram barcos para cruzar a área de mangue e atirar em um grupo que comercializava drogas.

As investigações permitiram identificar os envolvidos nesses episódios e mapear a estrutura operacional da facção criminosa.

Atualmente, entre os principais alvos que seguem foragidos estão três líderes da organização: Emerson, conhecido como “Pesadão”; Luiz Ricardo, chamado de “Rico”; e Erickson Henrique, conhecido como “Melão Henrique”. Os investigadores afirmam que Emerson e Erickson estariam na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, enquanto o paradeiro de Luiz Ricardo ainda é incerto.

Outro suspeito mencionado é Ítalo, apelidado de “Pocadinho”, considerado responsável por executar membros de grupos rivais. Ele teria enfrentado policiais durante uma tentativa de prisão anterior e conseguido escapar.

A Polícia Penal também colaborou na operação para localizar faccionados que estariam coordenando atividades criminosas de dentro do sistema prisional, incluindo um detento que estava foragido há 605 dias. A troca de informações com a DHPP foi fundamental para a operação, que visou tanto a captura do fugitivo quanto a identificação de outros detentos envolvidos.

Durante a execução dos mandados, foram apreendidos entorpecentes, dinheiro e equipamentos para embalagem de drogas. Em uma das residências, na área da Nova Palestina, encontraram cerca de 120 papelotes de cocaína, materiais de embalagem e dinheiro. A Polícia Civil informou que não houve resistência durante a prisão dos suspeitos.

O Notaer forneceu suporte aéreo à operação, garantindo cobertura às equipes em solo e minimizando riscos de emboscadas e fugas durante o cumprimento das ordens judiciais. As investigações continuam e novas detenções podem ocorrer nos próximos dias, já que nem todos os mandados haviam sido executados até o momento da coletiva.

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