terça-feira, setembro 29, 2026
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Nova cena do jazz capixaba revitaliza o gênero no Espírito Santo

Em um período de efervescência jazzística em Vitória, o AT2 ilumina a nova cena do Espírito Santo que tem se destacado no gênero norte-americano ao longo da última década. O quinteto Pirajazz, liderado pelo baterista Eduardo Pirajá, recentemente lançou um álbum que reúne composições originais, influenciadas pelo jazz contemporâneo, a música nacional e a arte da improvisação.

Artistas como Joabe Reis, uma referência no jazz urbano brasileiro, têm cruzado estilos, integrando MPB, reggae e bossa nova ao jazz, evidenciando a versatilidade do gênero como uma linguagem de liberdade. Esse movimento musical é também uma continuidade do trabalho de figuras importantes como Afonso Abreu Trio, Pedro de Alcântara, Chryso Rocha e Maestro Colibri, que contribuíram para a construção de uma sólida tradição instrumental no estado.

A nova geração de músicos, incluindo nomes como Gabriel Ruy, filho do famoso artista Mário Ruy, compartilhando sua visão sobre o jazz como um conceito musical que prioriza a atitude e a improvisação. Esses artistas têm se apresentado em palcos internacionais, como Joabe Reis, que foi destaque no “The Town” e no “Rock in Rio”, onde apresentou seu repertório autoral.

Diversidade é uma característica marcante nos novos projetos musicais, que abrangem desde referências a ícones do jazz como Miles Davis e John Coltrane até grandes mestres da música brasileira, como Tom Jobim e João Donato, proporcionando múltiplas interpretações.

A primeira big band profissional de jazz do Espírito Santo, a Terra BrasilES Jazz Band, traz mais de 15 instrumentistas, explorando arranjos sofisticados de canções brasileiras. Já o projeto Dub’s Ruy mistura jazz, reggae, bossa nova e dub, promovendo uma abordagem vibrante e contemporânea, enquanto o grupo Jazzera realiza releituras do jazz moderno e adaptações de sucessos da música brasileira.

O cantor e pianista Pedro Ferna lidera o Ferna Jazz, que está em processo de gravação de seu álbum de estreia, com arranjo musical supervisionado por Rodolfo Simor. Enquanto isso, a banda Ekoá busca trazer uma fusão do jazz típico norte-americano com as sonoridades brasileiras, com planos de lançamentos autorais para 2027.

Nesta rica tapeçaria musical, a nova cena jazzística capixaba se destaca, refletindo a criatividade e a inovação dos músicos locais, sempre visando expandir os limites do gênero e proporcionar novas experiências sonoras ao público.

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