O governo de Donald Trump foi ordenado a restabelecer imediatamente o acesso à Casa Branca para a CNN, a MS Now (anteriormente conhecida como MSNBC) e o Politico, conforme decisão de um juiz federal dos Estados Unidos nesta quinta-feira, dia 23. A restrição à entrada dos repórteres desses meios de comunicação foi imposta pelo presidente em 18 de setembro, como retaliação às publicações que ele considerou como “notícias falsas” e baseadas em “ficção e mentiras”.
Os veículos de imprensa afetados entraram com uma ação judicial conjunta pedindo uma liminar contra a vedação, argumentando que isso feriria a Primeira Emenda da Constituição, que assegura a liberdade de imprensa.
Na sua decisão, o juiz Timothy Kelly afirmou que a retirada das credenciais da imprensa “provavelmente violou o direito constitucional ao devido processo legal” assegurado aos veículos. Ele destacou que a norma geral estabelece que “os indivíduos devem ser notificados e ter a oportunidade de se manifestar antes de o governo lhes retirar um direito protegido pela Constituição”.
Trump, um bilionário e ex-participante de reality shows, frequentemente ataca mídias que emitem críticas em relação a sua administração, rotulando a imprensa como “inimiga do povo”. A decisão de limitar o acesso ocorre em um contexto em que a popularidade do presidente atinge níveis historicamente baixos, enquanto o Partido Republicano enfrenta a possibilidade de perder a maioria no Congresso nas próximas eleições de meio de mandato, programadas para novembro. Além disso, a tensão entre Estados Unidos e Irã continua sem sinais de resolução.


