Uma jovem chamada Letícia ganhou destaque nas redes sociais ao contar sua experiência em uma entrevista. Ela relatou ao programa Balanço Geral RJ que foi ajudada por pessoas que considerou “cracudos” após ter seu vale-transporte estudantil roubado em um ônibus BRT no Rio de Janeiro.
Em suas declarações, Letícia explicou que estava a caminho de casa, voltando da escola, quando percebeu que um homem mexeu em sua mochila no coletiv. O ladrão subtraiu R$ 50 e seu vale-transporte, conhecido como Jaé, enquanto tentava fechar a mochila antes de descer do ônibus.
A quantia subtraída era destinada ao pagamento de um curso de edificações. De acordo com Letícia, o valor havia sido sacado de um programa chamado Pé-de-Meia, e ao perceber o furto, ela decidiu seguir o criminoso.
Enquanto seguia o suspeito, a jovem pediu ajuda a três pessoas, incluindo funcionários do BRT e outros passageiros, mas ninguém prestou assistência. No entanto, na área de Campinho, usuários de drogas intervieram, segurando o ladrão e exigindo que ele mostrasse o que havia em seus bolsos.
Letícia destacou: “Para quem não gosta de cracudos, quem me ajudou foram os cracudos, tá?” O cartão estudantil foi recuperado junto ao suspeito, mas os R$ 50 não foram encontrados.
A jovem ressaltou que utiliza o cartão diariamente no trajeto entre Cidade de Deus e Madureira. Ela comentou que a solicitação de uma nova via do cartão poderia demorar cerca de 30 dias, o que dificultaria seu deslocamento para a escola e outras atividades.
Ao final da entrevista, Letícia mencionou que planejava registrar um boletim de ocorrência sobre o incidente.

