O Corinthians atravessa um momento delicado, acumulando sete jogos sem vitórias, com cinco derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro, além de um empate e uma derrota na Libertadores. Esses índices são semelhantes aos que marcaram as últimas passagens de Fernando Diniz como treinador em suas equipes anteriores.
Em 2021, Diniz enfrentou uma sequência negativa no São Paulo que resultou em sua demissão. O mesmo padrão se repetiu em suas passagens pelo Vasco, Cruzeiro e Fluminense, onde também lidou com períodos de desempenho insatisfatório nas fases finais de seus trabalhos.
Atualmente, a situação do técnico no Corinthians se tornou crítica. A série de resultados ruins o coloca novamente em um ponto de ruptura, semelhante ao que vivenciou anteriormente. Em seu último clube, o Vasco, Diniz fez 16 jogos no final de seu trabalho, com sete derrotas, cinco vitórias e quatro empates, totalizando um aproveitamento de 39,6%. A demissão ocorreu após um revés contra o Fluminense na semifinal do Campeonato Carioca, enquanto a equipe se encontrava na zona de rebaixamento do Brasileirão.
Antes disso, sua passagem pelo Cruzeiro foi marcada por uma das piores campanhas de sua carreira, com apenas 35,2% de aproveitamento em 18 partidas, resultando também em sua saída em pouco mais de quatro meses.
No Fluminense, Diniz teve uma fase vitoriosa. Em sua segunda passagem, entre abril de 2022 e junho de 2024, o time conquistou a Libertadores de 2023 e a Recopa Sul-Americana de 2024. Contudo, sua saída foi marcada por uma sequência de resultados ruins, onde acumulou seis vitórias, três empates e sete derrotas nos últimos 16 jogos.
Em sua trajetória no São Paulo, Diniz também enfrentou um período complicado em que não conseguiu vencer por sete partidas seguidas, igualmente resultando em sua demissão devido a atritos com atletas e desgaste de seu trabalho.
Atualmente, mesmo diante da pressão de sua situação, Diniz ainda recebe apoio da diretoria e do elenco corinthiano. Após a eliminação na Libertadores, o executivo de futebol do clube defendeu a permanência do treinador, que também conta com suporte dos jogadores. Apesar da colocação do Corinthians na 14ª posição do Campeonato Brasileiro e do baixo aproveitamento de 33,3% nas últimas 16 partidas, a confiança em seu trabalho permanece.


