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Israel ataca a Faixa de Gaza, resultando em duas mortes e sinaliza possível intensificação da ofensiva.

No último domingo (23), pelo menos duas pessoas, entre elas uma criança de quatro anos, perderam a vida e sete ficaram feridas em consequência de dois ataques aéreos realizados por Israel na Faixa de Gaza, de acordo com informações fornecidas pelas autoridades de saúde palestinas, que operam sob a supervisão do Hamas.

O primeiro bombardeio atingiu um edifício na cidade de Zawayda, na região central de Gaza. Moradores relataram que o Exército israelense havia avisado os residentes a evacuarem a área antes do ataque. O segundo ataque ocorreu no campo de refugiados de Nuseirat, conforme informado por fontes de saúde.

Os ataques aéreos aconteceram após um alerta do gabinete do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, de que Tel Aviv intensificaria suas operações caso não parassem imediatamente os lançamentos de balões, drones e pipas provenientes de Gaza.

Netanyahu enfrenta pressão dos Estados Unidos e de nações vizinhas, que participaram da mediação do acordo de cessar-fogo estabelecido em outubro de 2025. Turquia, Qatar e Egito criticam Israel por não honrar sua parte do acordo, que previa a retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza, sendo que ainda ocupam grande parte do território.

Veículos de imprensa israelenses relataram que neste domingo uma pipa foi interceptada e outras quatro foram encontradas no sábado (22) em áreas adjacentes à fronteira com Gaza. Embora esses itens não possuíssem explosivos, o Exército israelense acredita que o Hamas possa estar por trás dos lançamentos como uma forma de testar as defesas de Israel, embora o grupo negue essa acusação.

Basem Naim, um alto funcionário do Hamas, contestou a declaração israelense, afirmando no X que as pipas foram soltadas por “crianças que buscam sua infância inocente entre os escombros”. Em um comunicado posterior, a organização acusou Israel de utilizar os lançamentos como justificativa para os ataques aéreos realizados no centro de Gaza.

“Não há cessar-fogo, nada do que foi prometido”, afirmou Abu Ahmed, um palestino deslocado que estava em abrigo próximo ao edifício que foi transformado em destroços após os bombardeios. “Desejamos soluções, queremos viver em paz”, declarou.

Em nota divulgada na noite de sábado, Israel afirmou ter atacado e eliminado um membro de alta patente do Hamas, identificado como Sharif Al-Hasnat, na cidade de Deir Al-Balah. O comunicado destacou que ele era responsável pelos esforços para restaurar a “infraestrutura subterrânea” do grupo terrorista.

O Hamas, por sua vez, acusou Israel de infringir o cessar-fogo e de impedir o avanço de um plano mais amplo do presidente dos EUA, Donald Trump, destinado a encerrar o conflito em Gaza, que também prevê o desarmamento do Hamas.

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