terça-feira, outubro 27, 2026
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Governo Trump concederá visto a Flávio Bolsonaro após sua saída do Brasil.

O governo de Donald Trump demonstrou conhecimento sobre a saída de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, decidindo conceder vistos ao senador do PL e sua família, permitindo assim a sua permanência no país.

A confirmação dessa informação veio através de uma autoridade na Casa Branca. Anteriormente, aliados depositavam a esperança de que os EUA poderiam oferecer asilo ao senador. Flávio chegou aos Estados Unidos na terça-feira, 27 de outubro, por volta das 16h20, acompanhado da esposa, Fernanda, e suas duas filhas.

De acordo com informações de uma fonte ligada ao governo Trump e outra próxima a Flávio, a operação que possibilitou sua fuga do Brasil teve a participação decisiva do secretário de Estado, Marco Rubio. Um empresário amigo da família expressou agradecimentos a Rubio pelo apoio ao senador em uma postagem em redes sociais. Até então, a primeira hipótese ventilada para a fuga foi a Argentina, mas essa possibilidade foi descartada por aliados.

Flávio deixou o Brasil apenas dois dias após a derrota na eleição presidencial para Lula. Durante o início do dia, pessoas próximas ao senador alegavam não saber sobre seu paradeiro e ironizavam a possibilidade de uma fuga para os EUA.

Mais cedo, um influente blogueiro bolsonarista reconheceu a possibilidade de Flávio estar buscando proteger sua esposa e filhas, manifestando esperança de que o senador houvesse conseguido deixar o Brasil. O deputado federal Nikolas Ferreira também se manifestou, questionando as implicações para um cidadão comum caso um candidato a presidente se visse obrigado a deixar o país.

A decisão de Flávio em se deslocar para os EUA foi tomada na segunda-feira, 26, logo após o ministro do STF, Alexandre de Moraes, ordenar a apreensão de seus passaportes brasileiro e italiano, sendo este último ainda válido. A Polícia Federal cancelou seu passaporte nacional, em função de sua desobediência à ordem judicial, e emitiu um alerta para monitorar as fronteiras, embora a ação possa ter chegado tarde.

Flávio Bolsonaro enfrenta investigações relacionadas a dois processos, sendo acusado de corrupção em conexões com o caso do Banco Master e desvios no INSS. Caso tivesse sido eleito, ele contaria com imunidade temporária durante seu mandato, além de ter direito a um foro especial, que perderá ao encerrar sua função como senador em fevereiro.

Um dos inquéritos investiga Flávio por supostos pedidos de financiamento ao Banco Master, alegando apoio para a produção do filme “Dark Horse”, sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador, assim como outras pessoas envolvidas, é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, tendo negado qualquer irregularidade e indicado que o filme é financiado exclusivamente por recursos privados.

A análise de movimentações financeiras no celular do advogado Willer Tomaz, amigo do senador e alvo de investigações por lavagem de dinheiro, levou à sua apreensão na Operação Sem Desconto. Ao longo deste inquérito, Moraes ordenou a confiscamento dos passaportes de Flávio e a proibição de contato entre ambos.

As investigações englobam plataformas de apostas, holdings no exterior e outras entidades ligadas a Willer, revelando um cenário complexo de proximidade entre ele e Flávio Bolsonaro.

A situação de Flávio, agora fora do país, levanta questões sobre o futuro das investigações e como prosseguirão as ações judiciais a partir deste novo desdobramento.

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