O Camboja emergiu como o principal destino para as vítimas de tráfico de pessoas no Brasil. Para investigar esse fenômeno, a equipe da Folha realizou uma viagem ao Sudeste Asiático para compreender as circunstâncias enfrentadas por aqueles que chegam ao país, atraídos por promessas ilusórias de emprego digno e bem remunerado.
Em 2025, o Camboja se destacou ao registrar 44 dos 84 casos documentados por meio do Protocolo Operativo Padrão de Atendimento às Vítimas de Tráfico Internacional de Pessoas (POP/TIP).
A partir dessa pesquisa, a Folha lançou a série de reportagens intitulada Carga Humana, disponibilizada no domingo (23) na versão online do jornal e na segunda-feira (24) em sua edição impressa.
Para relatar essas tristes histórias, a correspondente da Folha na Ásia, Victoria Damasceno, percorreu importantes cidades conectadas à rota do tráfico, como Phnom Penh, Poipet e Sihanoukville.
O capítulo inaugural explora o funcionamento de complexos de golpes, onde as vítimas são mantidas em cativeiro e forçadas a realizar fraudes eletrônicas, além de relatar as ameaças e torturas impostos àqueles que desobedecem os líderes dessas operações.
A reportagem também trará relatos de sobreviventes, as iniciativas do governo cambojano para debelar o crime, a atuação da diplomacia brasileira em favor das vítimas e os desafios enfrentados por mulheres nesse contexto.


