Após a determinação de prorrogação do horário de votação em todo o Brasil por mais duas horas, estendendo-se até às 19h, mesários de várias seções têm registrado falta de comunicação e desordem nos locais de votação, resultando em eleitores que não conseguem efetuar seu voto.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, decretou a extensão do horário às 16h49. Depois, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, ratificou a decisão após as 17h. Contudo, muitas urnas já tinham sido lacradas e colocadas em caixas de papelão antes que a notícia chegasse aos mesários.
De acordo com a decisão, a prorrogação da votação deve ser aplicada apenas nas seções onde as urnas ainda estão abertas, estando proibida a reabertura das urnas já fechadas. No Espírito Santo, diversas seções já encerraram o processo de votação. O Tribunal Regional Eleitoral local não divulgou a situação das urnas em aberto no Estado e informou que já começou a coleta de dados das urnas, embora os votos ainda não tenham sido processados.
Habitantes enfrentam dificuldades ao tentar votar, aguardando na porta de colégios eleitorais pelo término do horário estendido. Entretanto, com os aparelhos desligados e os boletins já retirados, a possibilidade de reativar a votação não existe, resultando no encerramento do pleito nesses locais.
Em Goiás, um eleitor mencionou que chegou ao local de votação às 17h04, mas não conseguiu votar, pois sua seção já estava encerrada. Além disso, ao menos quatro colégios eleitorais em São Paulo encerraram a votação antes da prorrogação, sendo que a notícia chegou aos colaboradores apenas após o fechamento das seções.
Registros de encerramento antecipado da votação também foram notificados em vários outros estados, como Paraná e Goiás, onde a maioria das seções já havia sido fechada. No Mato Grosso do Sul, a presidência do Tribunal Regional Eleitoral declarou que não recebeu qualquer orientação do STF ou do TSE, pois as urnas já estavam seladas e relatórios haviam sido emitidos.
Outros estados, incluindo Minas Gerais, Tocantins, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Amazonas, Roraima e Rondônia, também registraram ocorrências semelhantes durante a votação.

