quinta-feira, outubro 22, 2026
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Após prisão de suspeito, Justiça decide liberar marido de grávida assassinada no ES

A Justiça do Espírito Santo decidiu, na quarta-feira (21), pela libertação de Raphael Alves Nepomoceno, que estava detido como suspeito do homicídio de sua esposa, Laydiane Lacerda da Silva, de 33 anos, que estava grávida de 18 semanas. O crime ocorreu em Pedro Canário, no Norte do estado.

A alteração na situação do caso se deu após a revelação de novos elementos na investigação, incluindo uma confissão associada a um outro indivíduo, que também está preso sob a acusação de estupro e tentativa de homicídio.

Laydiane foi encontrada sem vida no dia 3 de outubro dentro de sua residência, no distrito de Cristal do Norte. Na ocasião, Raphael foi detido em flagrante e indiciado por feminicídio.

Uma reviravolta importante ocorreu em 16 de outubro. Adriel de Jesus Sena foi detido suspeito de invadir uma casa, onde teria estuprado uma mulher e tentado matá-la com facadas. Durante a abordagem policial, ele confessou também ter assassinado Laydiane, afirmando que entrou na residência dela com a intenção de roubar, mas acabou cometendo violência sexual e a matou com golpes no pescoço.

A questão da ligação de Adriel com o homicídio de Laydiane passou a ser investigada pela Polícia Civil.

O juiz responsável pelo caso, Leandro Cunha Bernardes da Silveira, da 2ª Vara de Conceição da Barra, reconheceu que novos elementos mudaram a dinâmica da investigação após a prisão de Raphael. Tanto o Ministério Público quanto a polícia manifestaram apoio à revogação da prisão preventiva do suspeito.

O magistrado apontou que a confissão atribuída a Adriel deve ser analisada com cautela, visto que durante uma audiência de custódia ele negou ter admitido envolvimento no homicídio. O juiz frisou que não é possível determinar a responsabilização criminal de um terceiro, nem descartar os indícios existentes sobre Raphael.

Embora o crime em si seja grave e a busca pela autoria exija seriedade, o juiz considerou que não havia provas concretas o bastante para justificar a manutenção da prisão preventiva nesse momento.

Com a revogação da prisão, Raphael deverá aderir a medidas cautelares estabelecidas pela Justiça. Isso inclui a obrigação de comparecer mensalmente ao juízo, proibição de sair da comarca sem autorização judicial, além de manter seus dados de contato atualizados e comparecer aos atos da investigação sempre que convocado. O não cumprimento dessas determinações poderá acarretar a imposição de novas restrições ou até mesmo uma nova prisão preventiva, caso os requisitos legais sejam atendidos.

Essa decisão não equivale a uma absolvição nem a uma declaração sobre a autoria do crime. As investigações prosseguem, e o Ministério Público é responsável por avaliar as evidências reunidas e tomar as ações cabíveis.

Em um resumo do caso, Laydiane Lacerda da Silva foi encontrada morta no dia 3 de outubro, com ferimentos no pescoço, em sua casa no distrito de Cristal do Norte. Raphael, seu companheiro, foi detido em flagrante e acusado de feminicídio. Relatos da Polícia Militar indicaram o encontro de vestígios de sangue na residência, incluindo uma calça manchada e um canivete. Raphael alegou ter saído para o trabalho durante a manhã e, ao voltar, encontrou Laydiane sem vida.

A investigação tomou um novo rumo em 16 de outubro, com a prisão de Adriel de Jesus Sena, que confessou não apenas um ataque a outra mulher, mas também o homicídio de Laydiane, indicando que a dinâmica das agressões eram semelhantes. A participação de Adriel no assassinato de Laydiane ainda está sendo analisada pelas autoridades.

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